espírito da cruz 56 – andar de cima e de baixo

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Na vida natural há apenas um plano de baixo num nível caído. Nesse plano é a alma quem dá as cartas, sob a ótica da terceira dimensão. O espírito, morto, encontra-se separado da sua fonte vital, que é o próprio Deus, e, nada sabe do plano de cima.

A alma, com os fios desencapados, sai dando curto circuito para todos os lados naquilo que se convencionou como sendo a espiritualidade. Os sentimentos ditam o papel da religião e os poderes latentes da alma fazem prodígios, em nome de Deus.

Nada pode ser mais equivocado do que apoiar-se na alma para estabelecer a via da vida espiritual.

Tudo que é tridimensional, não tem nada a ver com a vida espiritual, além do que, não são os sentimentos que validam a experiência da vida transcendente. Se você é uma pessoa que nasceu no planeta terra e ainda não nasceu do alto, você não sabe nada a respeito das coisas de cima. Você não tem vida espiritual, ainda que possa ser um bom religioso ou uma pessoa digna e respeitável. Vida espiritual, terrena, é contra-senso.

O apóstolo Paulo fala sobre dois andares da vida. O andar térreo e o andar de cima. O térreo só enfoca as coisas visíveis e temporais. Quem nasceu da carne, como foi mostrado por Jesus, cogita apenas das coisas terrenas, mas, que nasceu do espírito e de cima, tem uma outra visão, pois vê as realidades eternas e invisíveis do segundo andar.

A pessoa natural, aquela que não nasceu do alto, não consegue enxergar nada do plano espiritual e vive tão-somente pelos seus sentidos terrenos, mas aquela que teve o seu novo nascimento vive nos dois andares, vendo as coisas visíveis e percebendo com clareza espiritual, aquilo que encontra-se no plano invisível e eterno.

O filho de Deus é cidadão de duas cidades, a terrena e a celestial. Como uma pessoa nascida da carne, ele é carne, e, portanto, terrenal, mas como alguém que nasceu do alto, ele é espiritual, vive em outra dimensão, vendo as realidades do mundo espiritual.

Como isto tudo aconteceu? Foi um milagre da graça. Jesus ao ser crucificado e ressuscitado, como o grande Pastor das suas ovelhas, assumiu a natureza pecaminosa e perversa das perdidas e crucificou, juntamente com Ele, a vida da alma, a fim de poderem participar do plano espiritual, através da substituição da vida psique, pela vida zoe.

O homem natural tem dois tipos de vida dirigindo a sua existência: – a vida bios, que comanda o corpo e a vida psique que determina os impulsos da alma. Aquele que foi regenerado pelo Espírito Santo tem, também, duas vidas, a bios, do natural, e a vida zoe, do mundo espiritual, que lhe foi dada depois de ter sido crucificada com Cristo, a sua vida psique, na cruz, sendo assim, substituída a motivação da alma.

A alma da nova criatura não é mais governada pela vida psique, mas pela zoe, e, assim, há uma nova identidade e um novo ser.

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.

espírito da cruz 48 – eu em três partes

Uma alma satisfeita é uma festa permanente de contentamento. A falta de bom ânimo e satisfação são responsáveis pelo desequilíbrio das emoções. O espírito abatido é a causa da enfermidade da alma e do adoecimento do corpo. O ser humano é tricotômico e as três partes: espírito, alma e corpo precisam viver em harmonia. Mas…

Se o corpo padece com as dores, é muito provável que a alma esteja enferma, em razão do espírito encontrar-se abatido. Tudo começou com a separação espiritual. Foi no Éden que o espírito foi desligado da sua fonte de vida e tornou-se sem alento em si, e, daí pra frente, a alma tomou as rédeas da existência. A psique é quem manda no pedaço.

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O ser humano vive, racional e emocionalmente, governado por sua alma. Tudo nele é medido e aceito pelo seu entendimento e por suas emoções. Se não puder explicar ou sentir, então, não pode ser admitido como válido. Assim, a alma precisa estar lúcida e bem equilibrada para poder determinar o melhor rumo do sujeito na estrada da existência.

Há três tipos de vida que estimulam a existência. – A vida bios mobiliza o corpo, a vida psique anima a alma e a vida zoe vivifica o espírito. Quando nossos pais, no jardim, caíram, a vida zoe, que depende de Deus, foi desconectada e o ser humano passou a ter sua história dirigida apenas pela bios e psique, contaminadas pelo pecado.

Destituído da vida espiritual, o homem deixou de contar com o transcendente e a sua compreensão limitou-se aos sentidos e estímulos biológicos, portanto, limitado aqui, ao plano material e sujeito ao abatimento no espírito, a depressão na alma e dor no corpo.

O espírito abatido deprime a alma, que envelhece os ossos, e estes, adoecem o corpo.

O rei Salomão disse: – O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. Provérbios 17:22. O espírito sem uma alternativa do alto é como uma lareira sem chaminé, a fumaça toda contamina o ambiente interno e intoxica as pessoas. A alma, que conta apenas com suas forças, está sujeita às mais profundas enfermidades.

Desprovida da vida espiritual, a raça adâmica é sustentada por uma alma aflita que, com frequência, torna-se enfermiça, adoecendo o corpo. A alma ansiosa e agitada é sempre a via psicossomática das doenças agudas e crônicas. Como disse, muito bem, o salmista – enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Salmos 32:3. As doenças são, na maioria, frutos de nossa culpa.

O médico Dr. S. I. McMillen disse: – “A ciência médica reconhece que emoções como medo, tristeza, inveja, ambição, ressentimento e ódio são responsáveis pela maioria de nossas doenças. Os cálculos variam de 60% a quase 100%.”

Mendigos – incluo-me nessa estatística dolorosa e clamo ao Homem das dores que cure as minhas feridas. Só Ele pode curar-me.

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.