espírito da cruz 55 – do nove ao zero

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A história dos números tem muitas histórias a contar. Vou hoje pensar sobre um dedal da axiologia dos valores. A escala de valores da matemática sobe de um ao nove e fala do que significam os algarismos, suas posições, suas vírgulas, bem como o zero.

Conheço um bando de zeros que quer ser nove, e tenho aprendido de um nove que se fez zero. Nove é o maior algarismo significativo. Nenhum outro algarismo pode ser maior do que nove. Dez é número e não algarismo, pois estes são de um a nove. Aqui há o fim da escala destes. Mais tarde o zero foi feito, pelos hindus, algarismo, mas sem valor.

Zero é sem valor, embora haja um valor em ser zero.

Quando o zero fica ali à esquerda de qualquer algarismo significativo, ele diminui o valor do outro em dez vezes, mas se ele ficar à direita, o valor do algarismo aumenta dez vezes. O zero também tem a condição de multiplicar o algarismo, quanto maior for a quantidade deles.

Exemplo: 9 é o maior algarismo e quando acrescentamos um zero, ao seu lado direito, ele se multiplica por 10. Se pusermos dois, aumenta por cem e assim por diante.

À esquerda o zero tenta desqualificar qualquer valor, à direita, ele enaltece. Se o zero estiver a destra do maior algarismo significativo, o seu significado, significa muito, e se ele estiver do outro lado, a casa cai. Zero à esquerda é um sinistro em qualquer área.

Zero é nada e nada não nadar na olimpíada dos algarismos quando estiver na raia da esquerda. Quando o nada quiser desvalorizar os que têm algum valor, teremos um desastre sinistro do maior canhotismo da vida. Zero à esquerda é o sumiço dos valores.

Interessante! O nove que se fez zero quando encontrou um grupo de zeros que queria ser nove na pescaria, depois duma novela à noite, sem um peixes sequer, mandou que lançassem as redes ao lado direito. À destra do maior algarismo há abundância. Tudo dependeu da submissão e da posição. Este episódio aconteceu duas vezes, no início e no fim do chamado ao discipulado dos zeros, que pretendiam ser os notáveis pescadores.

Para pescar homens, o segredo é ser zero. O problema é que os zeros jamais se conformam em ser nada à direta do maior algarismo. Eles querem ser alguém e esta é a grande crise que afeta a unidade dos relacionamentos. Quando os zeros querem ser o que não são, acabam por desordenar o equilíbrio da equação dos valores.

Toda essa construção aqui tem a ver com a prova dos nove. No reino exato da matemática divina os únicos nove são a Trindade. Jesus é o nove que se fez zero, a fim de desconstruir o desejo dos zeros de querem ser como nove. A operação aritmética que resolve essa questão é menos do zero pregado na cruz e o mais do nove na ressurreição.

Mendigos, o valor de ser zero à direita do Nove é todo o nosso valor como leais discípulos dAquele que na cruz se fez zero.

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.