O PAI NOSSO. PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS…

Parece muito estranho… e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Será isto mesmo que o Senhor quis dizer? Que o Pai nos perdoe como nós perdoamos? Creio que o perdão, dado pelo Pai, para sermos esse tipo de perdoador, nada tenha a ver conosco. Deus nos perdoou pelos méritos do Seu Filho. Mas, uma vez perdoados, pelo sacrifício de Cristo, agora perdoamos com o mesmo estilo do Pai.

Oswald Chambers afirmava:

É um completo absurdo dizer que Deus nos perdoa porque ele é amor. A única base pela qual Deus nos pode perdoar é a cruz,”

embora temos que admitir que a cruz seja a forma mais radical de Deus expressar o Seu amor.

O perdão é sempre sofrido. Não há expiação sem custo, nem alforria sem perda. C. S. Lewis sutilmente nos provoca: “todos dizem que perdoar é uma ideia agradável até terem algo para perdoar,” mesmo assim, se não perdoarmos, o preço da amargura é muito superior. E se não estivermos dispostos a perdoar é porque não experimentamos o perdão.

Alguém disse com a sabedoria de cima: “a pessoa que sabe que é susceptível à queda estará mais pronta a perdoar as ofensas de seus semelhantes.” Então, Alice Clay vai na mosca ao dizer: “nada neste mundo vil e em ruínas ostenta a suave marca do Filho de Deus tanto quanto o perdão.” Se sou um perdoador, sou semelhante a Cristo. Uau!

Aquele que foi perdoado não pode ser tão implacável em perdoar. Para Thomás Watson,

a pessoa pode ir para o inferno por não perdoar, tanto quanto por não crer.”

Se não sou capaz de perdoar fica muito evidente que nunca experimentei o perdão de Cristo, pois se creio que fui totalmente perdoado, posso orar sem reserva: que o Teu perdão para comigo seja com a mesma disposição que recebi de Ti para perdoar aos que me ofenderam.

Pai, perdoa-me por causas das minhas muitas transgressões. Eu até gostaria de perdoar os que me ofenderam, mas não é fácil. Vivo num mundo repleto de trombadas e traspassas, cheio de feridas e contusões, e eu, totalmente incapacitado, mas dá-me a graça de perdoar, assim como foi perdoado graciosamente pelo Teu Filho. Faz isto, Aba!

Eu sei que Tu, quando perdoas os nossos pecados, estes são,de fato, perdoados de tal forma, como se jamais tivessem sido cometidos, por isso, eu Ti peço que, me concedas essa mesma atitude, para que eu possa perdoar sem reservas e rancores.

Se sou um perdoado e, perdoado inteiramente, pela obra do Calvário, não me cabe outra postura, senão perdoar aos que me feriram. Não há nenhuma contradição poder dizer: perdoa as minhas dívidas, assim como eu tenho perdoado aos meus devedores. Se já estou alforriado não posso mais exercer a função de carcereiro. “Se realmente conhecemos a Cristo como nosso Salvador, os nossos corações são quebrantados, não podem ser duros, e não podemos negar o perdão,” concordo com Dr. Lloyd-Jones.

Do velho mendigo, GP.

O PAI NOSSO. O PÃO NOSSO DE CADA DIA

Quando ouço: o pão nosso de cada dia nos dá hoje, eu sinto duas coisas. Como eu sou uma pessoa que tem fome, logo me vejo saciado, mas, ao mesmo tempo, me vejo em grande perigo de me acomodar. Saber que serei satisfeito todo dia é algo maravilhoso. Mas, há outra questão que fica por conta da indolência. Se estou satisfeito, posso me relaxar.

Por um lado, relaxar é bom. Não tenho preocupação. Por outro, posso ficar um tanto obeso e isto é um problema sério. Se não me exercito, torno-me sem capacidade para andar. A fé cristã é uma peregrinação rumo à nova Jerusalém, que requer perseverança. Mas gordo e com os músculos flácidos, as minhas caminhadas serão curtas e lentas.

Esta é a primeira impressão que sinto quando leio esta oração. Porém, Jesus não está se referindo aqui ao pão da padaria. O pão nosso me parece que é o próprio Jesus. Ele havia dito que nenhum filho de Aba se preocupasse com comida e bebida e os comparou com pássaros que não semeiam, não ceifam e nem ajuntam em celeiros e o Pai os alimenta.

Ele disse que o Seu povo comeu o maná no deserto diariamente e teve fome, mas o verdadeiro pão seria dado por Seu Pai, como novo cardápio e ninguém mais teria fome. Ele falava desta refeição como sendo a Sua própria carne e sangue. De vegano a carnívoros, foi Sua proposta aos discípulos. Tratava-se de algo fora do comum. O novo menu tem como chefe o Cordeiro crucificado, que, ao mesmo tempo, é o prato do dia.

O maná vinha do céu todos os dias. Só aos sábado é que não tinha. Jesus veio uma única vez para ser o único alimento de todos os dias, na vida dos filhos de Deus. Ele é o banquete que satisfaz para sempre os filhos do Alto, embora sua assimilação seja diária.

Jesus é a encarnação da misericórdia, e esta, se renova a cada manhã. Ainda que comer Este pão seja uma única refeição, alimentar-se dEle, é um quebra jejum diário. Não se trata de pão dormido, seco ou mofado, mas novo e fresquinho. O pão de ontem nunca deve ser consumido pelo crente, pois em Jesus a novidade é cotidiana.

O adversário tentou Jesus no deserto para transformar pedras em pães, mas Ele o demoliu com esta receita culinária: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Mateus 4:4. Ele não disse: a palavra que saiu… mas a palavra que está saindo e esta Palavra é o próprio Verbo que se fez carne. Cristo é o nosso pão diário.

A Palavra de Deus deve ser assimilada, dia a dia, em sua atualidade. Assim como eu sinto fome diária do pão de trigo, tenho fome do amor de Deus diariamente. Pai, dá-nos hoje mais de Cristo. Por isso oro: o Pão nosso de cada dia nos dá hoje. Não posso viver sem o suprimento da suficiência de Cristo neste dia. Satisfaz-me dEle, ó Pai!

Mendigos, as flores são lindas; o céu estrelado é maravilhoso, porém, as almas famintas preferem o Pão diariamente. Sacia-nos de Cristo, hoje.

Do velho mendigo, GP.

O PAI NOSSO. SEJA FEITA A TUA VONTADE

Como eu posso Te pedir: – seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu, se Tu és soberano e nada pode estar fora da tua soberana vontade? Isso é complicado para mim. Este pedido parece um enigma louco. Por que eu tenho que pedir: – seja feita a tua vontade? Como pode um Deus Todo-poderoso requerer que se peça a Sua vontade?

Como pode essa minha vontade egoísta, que nunca Te quererá, querer, de boa vontade, a Tua vontade? Eis o grande mistério dessa conciliação das vontades. Só um milagre Teu pode fazer com que a vontade humana possa orar: seja feita a tua vontade.

A minha vontade é dura como diamante e rebelde como uma mola espiral e para poder orar seja feita a tua vontade é preciso que minha vontade seja vencida, conquistada pela Tua vontade. Já disse: – não quero que a minha vontade queira fazer a Tua vontade de boa vontade. O que eu quero mesmo, é que Tu faças a minha vontade, custe o que custar; nunca que eu faça a Tua. A verdade é que jamais irei querer-Te, se não me quiseres antes.

Não é fácil ao ser humano desprezar a própria vontade, para querer a Tua. Esse seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu é algo fora de série, para um membro da raça de Adão. Quero ser honesto com o tema, por isso, Te peço: – faz-me fazer a Tua vontade de boa vontade. Mas, quero que saibas que não é isso o que quero. O que quero mesmo é que a minha vontade seja feita aqui na terra, lá no céu, não me importa ainda.

Só que tenho aprendido com Sto. Agostinho,

“que, nada acontece, a não ser pela vontade do Onipotente; ele permite que aconteça ou ele mesmo o faz acontecer.”

Sendo assim, sou levado pela Tua graça, e só por ela, a orar:

“Tu não tens obrigação de me querer, nem eu tenho as mínimas condições de Te querer. Mas, se Tu me quiseres, porque Tu queres me querer, então, Tu me levas a Te querer com o mesmo querer que Tu me queres. Porém, se Tu não me quiseres, eu não posso Te querer, pois a minha vontade pervertida pelo pecado, nunca Te quererá, sem que Tu me queiras. Antes, converte o meu querer para que eu Te queira, com o mesmo querer que Tu me queres”.

Só a cruz pode fazer isto.

Só assim. Se a minha vontade rebelde for conquistada pela Tua vontade, de tal maneira, que, a minha vontade se contente apenas com a Tua, então, eu posso orar: – seja feita a Tua vontade aqui na terra como no céu. Minha oração só terá sentido se a minha vontade for 100% convencida pela Tua. Não há alternativa: ou Tu me conquistas, ou nunca orarei de coração – seja feita a Tua vontade. É por isso que sinto-me cansado com essa reza.

Amados,“o pecador, em sua natureza pecaminosa, nunca terá a sua vontade em plena concordância com Deus.” Se alguém estiver orando, não rezando, seja feita a tua vontade assim na terra como no céu, saiba que houve o maior milagre no coração desta pessoa. Não há nada mais extraordinário. Tenho dito.

Do velho mendigo, GP.

O PAI NOSSO. VENHA O TEU REINO

O Pai nosso fala de uma paternidade coletiva e santificação compartilhada. É o próprio Pai quem santifica Seu nome na vida dos Seus filhos. Aliás, se dependesse de nós, Seus filhos, o Seu nome seria mesmo era envergonhado. Não somos capazes de produzir santidade por nós mesmo. No máximo, uma fachada caiada ou santidade cosmética.

Por isso clamamos: Venha o Teu Reino! Se Tu não governares as nossas vidas, certamente, vamos bagunçar o Teu planeta. Aliás, a terra que nos deste como casa, treme, geme por causa de nossa intromissão arrogante. Temos provocado desastres ambientais muito sérios. O profeta havia dito que a terra cambalearia como um bêbado. E aí está.

Mas nós, Teus filhos, clamamos: – tem misericórdia deste planetinha caído e trôpego que nós mesmos temos esfacelado! Há tanto luxo produzindo tanto lixo e poluindo as fontes e o mar. A água está condenada. A terra está paralisando-se aos poucos como se estivesse com ELA, fruto da esclerose múltipla do coração empedernido de gente suja.

Não falo só da sujeira da elite, mas também, do refugo da pobreza que foi assim transformada em lixão de interesses econômicos e massa de manobra de políticos sórdidos que invadem o ambiente como carrapatos; porém, essa gente é também responsável pelo chiqueiro que foi implantado no planeta azul. Tem misericórdia de nós!

Pai nosso, venha o Teu Reino. Isso não é um chavão, é um clamor dorido. Venha Teu governo sobre nós. Clamamos pela teocracia da misericórdia. Opera o Teu poder no coração dos Teus filhos, para que sejam parte da solução dos problemas e nunca parte dos problemas. A ambição indomável de um bando indócil tem destruído o ambiente indômito da natureza virgem para construir seus impérios do poder industrial, prostituindo o espaço com a poluição química, física e visual. Venha o Teu Reino urgentemente.

O nosso grito gera eco no espaço, enquanto o entulho, não ecológico, entope os bueiros, bocas de lobo de cidades saturadas de gente, congestionadas de todo tipo de autos e móveis que fazem escorrer suas borras pelo solo encharcado de toda sorte de porcaria.

Venha a Teu Reino e destrona do poder essa corja que só pensa no estômago e que faz um jogo com a barriga dos carentes, para buscar voto e perpetuar-se no poder. Não sei se estou sendo objetivo, mas o pedido é claro. Se o Senhor não desbaratar a política do tipo ONU, o mundo terá apenas um grande ônus. Tem misericórdia do globo em caos.

Nossa única esperança é o lenço deixado, ao lado, no sepulcro de Jesus. Pois a etiqueta diz que, se o guardanapo não estiver dobrado, mas posto ao lado, como se ainda fosse ser usado, significa que o banquete ainda não terminou para aquela pessoa. Mesmo que o Senhor tenha se ausentado, o Teu lenço atesta que ainda não acabou o Teu projeto. Por isso, invocamos: Venha o Teu Reino! E, Maranata!

Do velho mendigo, GP.

O PAI NOSSO. SANTIFICADO SEJA O TEU NOME.

O Pai nosso é uma conexão de afeto entre filhos e Pai. Já vimos que não é uma reza que devemos repetir feito papagaio. Também vimos como se fosse uma via “férrea” por onde os filhos de Deus viajam seguros pelas estações de comunhão com o Pai nosso.

É conversa de filho e Pai; papo de família; fala íntima e o diálogo começa com o filho percebendo: Ei! o Pai é nosso! é coletivo! Não sou filho único, faço parte do clã, uma tribo e parece que tem muito mais gente nesse convívio. Isso pode ser bom, mas é difícil!

Solidão não é coisa boa, nem Deus é solitário, além do que, a vida só vale em companhia. Já vi; tenho Pai e é nosso. Claro, se for nosso, tenho também irmãos. Ora, se tenho o Pai e irmãos não sou bastardo nem vivo isolado num deserto existencial. Mas, um irmão é gente e gente é complicado. Viver com muita gente, coletivamente, só por milagre.

Posso agora falar com nosso Pai? Já que somos muitos e muitas dificuldades no palheiro e implicâncias nos relacionamentos, Pai nosso, santifica o Teu Nome em nossas vidas, pois, se o Teu Nome estiver como grife de nossa identidade, então haverá esperança.

Oba! Temos Pai e Pai Santo que garante nossa santidade com a santidade eterna do Seu próprio Nome. É a pureza do Nome do nosso Pai que nos santifica. Quando o nome de uma empresa de sucesso mundial assume outra falida, o fracasso vira sucesso. Se a santidade do Teu Nome for depositada em nós, não é que vamos ser santos, também?

Só Tu, que és Santo, podes santificar o Teu Nome em nós. Gosto de pensar que quem vai santificar esse Nome Santo em nós, és Tu, nosso Pai Santo. Neste caso, não há riscos de não acontecer a santificação do Teu Nome na vida dos Teus filhos, pois Tu nunca delegas essa missão para ninguém, nem que isto custasse a vida do Teu Filho unigénito.

Então, agora preciso pensar um pouco… Tu tinhas um único Filho e deste Teu filho único para morrer numa cruz, a fim de teres muitos filhos? É assim? Nós só nos tornamos Teus filhos santos, na morte do Teu Filho, ao morrermos com Ele para o pecado? Foi a nossa morte na cruz com Ele que nos justificou? Se for assim, é a vida ressurrecta dEle que nos santifica em nosso modo de viver, diariamente? Pois é, deste jeito tudo muda.

Agora está mais claro. Mas, deixa-me perguntar algo mais. Nós fomos criados por Ti sem pecado e pecamos; fomos criados puros e nós tornamos impuros, foi por isso, que o Senhor, para santificar o Teu Nome em nós, nos fez morrer com o Teu Filho para nos dar a vida santa do Teu Filho e, deste modo, nos tornar Teus filhos em santidade de vida?

Se for assim, por tua graça, continuas santificando Teu Nome em nossas vidas e fica bem mais fácil orar: Santificado seja o Teu Nome. Gente! como jamais poderemos santificar o Nome Santo do Santíssimo, podemos pedir a Ele mesmo que venha santificar, em nós, o Seu Nome Santo. Parece claro, não?

Do velho mendigo, GP.

O PAI NOSSO… É O NOSSO PAI

O Pai nosso não é uma reza; é o trilho por onde o trem da fé conduz os filhos do Eterno através de cada estação de intimidade. É a viagem de relacionamento por meio da boa e agradável vontade divina. O Pai nosso é o modelo do encontro em oração, face a face.

Este é um diálogo em que se anda pelas estações de paragem. E cada parada é a opção livre para meditação. Nenhum filho do Aba precisa ser repetitivo, mas deve sempre vir aos mesmos lugares e contemplar as riquezas insondáveis da Paternidade Divina.

Vamos andar por cada uma destas estações fazendo os nossos apontamentos. Esperamos que vocês usufruam deste amor incondicional.O Pai é nosso. Não é Pai de um filho único e birrento. É Pai de uma coletividade que se congraça e se congrega, mas não veremos isto agora, mais adiante, em outro texto, analisaremos esta conjuntura familiar.

Jesus propôs: – o único que santifica o Nome é o nosso Pai. O Pai é membro da Trindade, feitora do universo todo. É o Deus único, mas coletivo, Criador da raça humana, feita à Sua imagem e semelhança, embora, o Pai nosso seja Pai apenas da família que tem a Sua origem, Seu modo de ser e de viver em amor. O Pai é amor e os filhos têm esse DNA.

É preciso não confundir o Deus Criador de todos os homens, com a nosso Pai que está nos céus e nos Seus. É preciso, também, compreender a figura do Pai estando nos céus e habitando nos Seus. Como pode o absoluto Criador dos céus habitar nos céus? Como é possível o infinito morar num ambiente finito e ainda assim não ser contido por ele?

Deus é antes dos céus e, mesmo assim, habita na criação, transcendendo-a. Agostinho tentaexplicar:

Deus é como um círculo cujo centro está em todos os lugares e a sua circunferência não está em lugar nenhum”.

Isso é pretensão de explicar o inexplicável.

Mas, no mínimo, é surpreendente observar o Google, quase onipresente na rede mundial de comunicação e a atitude da turma que duvida da onipresença Divina. Fico com a pulga atrás da orelha, achando que tudo isto tem a ver com o silvo da serpente no Éden.

O fato bíblico é que: nosso Pai está os céus; nos três céus: o céu da atmosfera, o das estrelas e o céu dos céus, na infinidade que nossa mente não consegue perscrutar. É nessa dimensão que o espiritual ganha sentido. Por isso, os filhos do Pai, de joelhos e bem contritos, podem trazer os céus da comunhão com o seu Pai para o terreno das aflições.

Samuel Chadwick afirmava:

A única preocupação do diabo é impedir o crente de orar. Ele não teme estudos, trabalho e religião sem oração. Ele ri de nossa labuta, zomba de nossa sabedoria, mas treme quando oramos.”

Treme quando oramos: Pai nosso que estás nos céus… ninguém pode ser mais forte no mundo do que os filhinhos impotentes do Abba, embora dependentes totalmente da onipotência do Pai, Todo-Poderoso. Esta é a receita de confiança do bebê. Temos um Pai que nos ouve.

Do velho mendigo, GP.