O ESPÍRITO DA CRUZ .131 – CONVERTIDO EM NOVE E VIVENDO COMO ZERO

O pecado deforma; a sociedade conforma; a escola informa; a religião reforma; mas só o Evangelho transforma. O Evangelho diz respeito à morte e ressurreição de Cristo e nossa morte e ressurreição juntamente com Ele. Não mais eu, mas Cristo é a súmula do verdadeiro Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. É uma substituição de vida.

Para o puritano do séc 17, John Bunyan,

a conversão não é um processo suave e fácil como algumas pessoas imaginam; se assim fosse, o coração do homem jamais teria sido comparado a um solo não cultivado, e a Palavra de Deus, a um arado.”

Converter significa mudar a direção. Antes, no pecado, eu andava olhando fixo para mim mesmo. Meu ego estava vertido para minha existência. A felicidade dependia de mim e era a razão das minhas decisões e ações. Agora que fui convertido voltei-me para Cristo e Ele é o motivo de toda a minha vida. Não mais eu, mas Cristo vive em mim.

Ninguém pode se converter, contudo, pode, sim, ser convertido pelo Espírito Santo. A conversão é um ato divino que precisa da correspondência humana. Deus age no íntimo do ser humano e este reage positivamente respondendo a ação divina.

A conversão começa pelo agir de Deus que desperta o primeiro passo em nossa vida cristã. Todavia, enquanto vivermos, teremos cada vez mais de dar as costas para tudo o que é nosso, voltando-nos sempre para tudo o que é de Deus. Quando Deus nos regenera em nosso espírito, principia uma mudança de foco e de alvo em nossa alma.

O teólogo americano A. A. Hodge disse que:

a regeneração é um ato único, completo em si mesmo e jamais repetido; conversão, como início da vida santificada, é o começo de um processo constante, infindável e progressivo.” O convertido vive sempre em movimento na direção de Deus, crendo sempre nEle e arrependendo-se de si mesmo.

C. H. Spurgeon ensinava que

a verdadeira conversão dá segurança à pessoa, mas não lhe confere o direito de parar de vigiar. E ele vai mais longe dizendo: a verdadeira conversão dá força e santidade ao homem, mas nunca lhe permite vangloriar-se.”

Sabemos que fomos convertidos quando saímos da cena e Cristo assume o papel principal. Quando o Evangelho transforma a pessoa tira o desejo da primazia e lhe confere uma invisibilidade graciosa que lhe garante ser participante do ato, sem, contudo, querer protagonizar. A nova criatura não se vitimiza nem se sente a última bolacha do pacote.

“O grande poder de Deus na conversão de um pecador é a mais misteriosa de todas as suas obras,” disse Thomás Hooker, uma vez que este pecador agora se torna um filho amado de Deus e ao mesmo tempo alguém destituído das ambições de grandeza deste mundo repleto de tronos e troféus. Se já foi convertido saiba que, na escala numérica, você é o número nove, o de maior valor, mas vive como zero sem qualquer valor.

O velho GP.

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