O ESPÍRITO DA CRUZ .129 – APOSTANDO NA INEXISTÊNCIA DO INFERNO.

O inferno é uma da realidades mais contestadas pelos cristãos contemporâneos. Grande parte da cristandade não crê na existência do inferno e, talvez por isso, a fé cristã atual seja tão inconsistente e destituída de temor. Geoffrey Gorer dizia: “Se não houver crença no inferno, o conceito de juízo também se tornará sem sentido; então tudo o que resta do cristianismo é um sistema ético,” sistema descomprometido como o eterno.

Para o teólogo A. A. Hodge,

o homem que reconhece em qualquer medida a terrível força das palavras ‘inferno eterno’ não gritará a respeito dele, mas falará com toda suavidade.” Ninguém que tiver o menor senso da existência do inferno será leviano em tratar do assunto com displicência, pois “se você de alguma forma demolir a doutrina do inferno, ela demolirá seu zelo,” afirmava com segurança o Dr. R. A. Torrey.

O inferno não é uma invenção de gente sádica, nem uma criação para colocar medo em criancinhas travessas. A Bíblia diz que Deus criou o inferno para o diabo e seus anjos, acontece que os seres humanos ao se tornarem associados ao Maligno no pecado, receberam como consequência o castigo de punição eterna, o inferno.

Sto. Agostinho afirmava que “o pecado de cada homem é o instrumento de seu castigo, e sua iniquidade transforma-se em seu tormento.” E caso não haja arrependimento do pecado esse tormento será eterno e irreversível. Não podemos brincar com este assunto.

Só que, para muitos, o inferno é uma verdade percebida tarde demais e aí, já não tem mais saída, pois “mesmo que todo pecador condenado pudesse chorar um oceano inteiro, todos esses oceanos jamais extinguiriam uma centelha do fogo eterno,” sustentava firmemente o teólogo puritano do séc 17 – Thomas Brooks.

O sofrimento causado pelo pecado nunca terá fim, porque a culpa é a razão de ele ser infligido, e, uma vez que alguém tem culpa, esta nunca deixa de existir… O pecado produz a culpa, e a culpa constitui o inferno,” a menos que Jesus assuma esta causa.

John Murray insiste que “os perdidos sofrerão eternamente para satisfazer a justiça, mas jamais conseguirão.” A única alternativa para alguém ser liberto do inferno é crer no Senhor Jesus Cristo, recebendo-o como Senhor e Salvador de sua vida. “Cristo não precisa aplicar nenhuma outra pena contra uma alma que o rejeitou… a não ser condená-la a ter o que deseja,” mas se essa alma O receber, Ele a libertará das chamas eternas.

O diabo não tem dificuldade de fazer o pecado parecer inocente e o inferno tão-somente conto de carochinha. Ele “promete o melhor e paga com o pior; promete honra e paga com desonra; promete prazer e paga com dor; promete lucro e paga com prejuízo; promete vida e paga com morte; em fim, promete uma existência feliz e paga com o castigo eterno no inferno.” Você quer apostar na inexistência do inferno?

Do velho mendigo GP.

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