O ESPÍRITO DA CRUZ .107 – A VARA QUEBRADA

Fui pescar no rio São Benedito, no Pará, com uns irmãos. Primeiro, quero falar um pouco do tempo alegre com eles. Foram sete dias entre a viagem e as horas de lazer na pescaria. Como é bom e agradável conviver com os irmãos. Não tivemos nenhum momento de discórdia e cada dia foi leve e prazeroso como uma brisa suave soprada lá do Alto.

Durante este período aprendi algumas coisas: não precisamos de muito para se viver com maior contentamento; precisamos de união para se conviver com alegria e, ainda mais, trabalhar sempre com equilíbrio, em equipe. Éramos seis pescadores, dois por barco, mais um piloteiro para cada embarcação. Três equipes de três, que se revezavam.

Esse rio é chamado de rio novo, seu leito é selvagem, com varias corredeiras que exigem competência dos guias e estava em época de enchente. A pesca é esportiva, pega-se o peixe e solta-se em seguida e nele há uma quantidade considerável de espécies robustos.

No segundo dia, quando pescávamos próximo a uma cachoeira, fisguei algo que pesou pra valer. A traia que usava era compatível com a pesca, mas o bicho era bruto e senti o peso da idade. Sozinho não tiraria aquela piaba de baleia, nem que quisesse. Foi aí que a equipe entrou em ação. Depois de lutar um bocado com o peixe, pedi por socorro ao companheiro, pois estava cansado, já que a força do animal na correnteza era enorme.

Meu parceiro agora assume a carretilha e, como advogado de profissão vira num instante em estivador e vê o arranque descomunal do peixe, que quebra a vara. Estamos no canal sem saída. O monstro estava nos puxando pra corredeira, então o piloteiro entra em ação ligando o motor e dirigindo-nos a um lugar mais adequado, grita, Doutor!… entrega a carretilha ao pastor e puxa a linha com a mão, puxa com força. Foi uma luta de Titans.

Alguns minutos mais tarde essa equipe cansada exauriu a força da big pirarara de mais de 60 kg e o peixão foi jogado dentro do barco. Pra mim foi uma façanha ímpar, mas, antes de tudo, foi o trabalho de um time. Só uma equipe unida podia fazer o que fez.

Quando chegamos na pousada, lembrei-me de outra Vara quebrada que tirou-me do fundo da lama do meu pecado. Diz o profeta Zacarias 11:10 – tomei a vara chamada Graça e a quebrei, para anular a minha aliança, que eu fizera com todos os povos. Foi para anular a força deste pecado do mundo, que Jesus, a Vara da graça, foi quebrada no Calvário e, deste modo, desfez a aliança de condenação com todos os povos da terra.

Mendigos, Jesus, a Vara quebrada, tirou o pecado do mundo. Ao tirar aquela pirarara do rio com a vara quebrada ao meio, pensei que se não fosse a equipe, não poderia lograr êxito, então conclui: isso também aconteceu com a Trindade. Quando Jesus se deu para ser partido por nós, no domínio da morte, só o poder da Pai e do Espirito poderia tirá-lo das suas garras. Louvado seja a Eterna Equipe da Vara quebrada.

Do velho mendigo, GP.

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