O ESPÍRITO DA CRUZ .91 – AMANDO OS RUDES E TOSCOS…

A igreja é a reunião dos mendigos da graça em torno da plena suficiência do Cordeiro. Somos carentes do amor incondicional, porém não somos indigentes de afetos humanos. Carecemos do Senhor, sim, em tudo, mas não dependemos das migalhas da aceitação humana ou dos elogios e aplausos dos irmãos. Somos carentes, não caretas.

Nossos irmãos são importantes para ampliar o nosso amor que foi derramado pelo Espírito Santo, em nossos corações, mas jamais deveremos esperar deles algo para a nossa aceitação pessoal. Nós fomos aceitos pelo nosso Abba e nada ou ninguém pode acrescentar um milímetro que seja à nossa identidade como amados da Trindade.

Tudo o que preciso é da certeza de que estou morto juntamente com Cristo, para este mundo, e que Cristo é minha vida. Se creio que fui crucificado com Cristo, que Ele é meu tudo, então percebo que nada pode me manter dependente da opinião alheia ou até da minha opinião caída. Se me vejo amado incondicionalmente, por fé, vejo-me capaz, graciosamente, de amar até aqueles que me desprezam e me detestam.

O amor de Deus derramado nos corações, pelo Espírito Santo, é que financia nosso amor em favor de outros. Não precisamos ser amados para amar. Foi Jesus quem disse: se vocês amam os que os amam, qual é a recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. Lucas 6:32. Não é nosso amor que sustenta nossas amizades sem críticas e cobranças, mas a abundância do amor de Deus a nós conferida ricamente.

Sim, esta abundância a nós conferida foi com ferida que foi concedida. Foram as feridas do Cordeiro que patrocinaram, para que não ficássemos sangrando em nossas dores pessoais. Não há sofrimento em amar quando se ama com o amor divino, e, ainda, não precisamos da reciprocidade dos outros para que os amemos. O amor de Deus é o suficiente para suprir a nossa jornada de eternos amantes, neste mundo árido de amor.

A vida de Cristo em nós é o resultado de nossa morte para nós mesmos. Se já morremos com Cristo, Sua vida de amor se manifestará em nós, naturalmente. Nós não amamos para sermos amados, amamos porque fomos amados abundantemente pela plenitude Divina. Deus nos ama e derramou Seu amor para que amemos com esse amor.

Vejam ai a marca da vida cristã:

nisto conhecerão todos que vocês são meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros. João 13:35.

Mas este amor não é produto de uma oficina de fundo de quintal; não se trata de artesanato que nós construímos, com auto sacrifício, embora, este amor passe por nós, não é fabricado por nossa capacidade.

Mendigos, se vocês têm dificuldades com este produto, não tentem produzi-lo em seus laboratórios caseiros; isto nunca funcionará. Simplesmente fiquem em baixo da torneira da graça, que o Fabricante os encherá em plenitude.

Do velho mendigo, GP.

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