O ESPÍRITO DA CRUZ .90 – COOPERADORES, NUNCA COOPERADOS

Jesus observava a atitude dos contribuintes em frente ao gazofilácio, isto é, diante do lugar onde se colocavam as ofertas para a manutenção do templo, no seu tempo, e viu como uma viúva ofertava. Ele se impressionou com o gesto a ponto de fazer um comentário, louvando-a por seu desprendimento. – (Esta é uma área complicada).

Muitos vão ao templo, usufruem seus benefícios, mas nunca contribuem com coisa alguma. Normalmente são aproveitadores e críticos. Recebem favores de cima e se investem com baixeza a censurar os gastos com isto ou aquilo. São governados pelo ter e não têm a mínima visão dos valores eternos. Pobres almas, vivem só o aqui e o agora!

Há outros que são bem mais astutos, eles contribuem com as sobras, embora ainda lhes sobrem muitos direitos para dar pitacos onde não têm competência. Dão do resto e pensam que são donos de todo o negócio. Eita povinho de mentalidade de fundo de quintal, que quer administrar o trono da glória com empáfia! Esta turma “é do peru”.

Um outro grupo tinhoso é aquele dos donos do dinheiro. Essa gente tem muito e dá muito, mas dá para se projetar e controlar. Na verdade o deus deles é o dinheiro e a glória deles é poder exercer ‘o poder’. São os caçadores de importância, sendo medidos pelos seus feitos e reconhecidos pelas suas obras; são aristocratas de altar.

Ainda há um grupo daqueles que têm muito, dão muito e não dão problemas com o uso do dinheiro. Estão sempre prontos a colaborar e colaboram com adequado desprendimento, procurando sempre ser parte da resposta e nunca do problema. Parece que Filemom era um tipo assim, de fácil participação e facilitador das soluções.

Aqui, Jesus viu diante do ofertório uma pobre viúva fazer algo fora do padrão. Ela deu tudo o que tinha de sua pobreza. Era muito pouco, mas era tudo. Não se tratava de mera contribuição, mas de total abnegação. Ela não deu das sobras, ela se deu antes de tudo, sem sombra de dúvidas. O que está em jogo, não é a oferta, é a ofertante.

Precisamos saber o modo como ofertamos. O importante não é a importância da oferta, em si, mas como nos portamos como contribuintes. Andrew Murray disse:

dar dinheiro faz parte de nossa vida no reino de Deus e Cristo nos orienta através da Sua Palavra e se interessa nisso. Procuremos descobrir então, o que existe na Escritura que nos possa ensinar sobre este assunto.”

Como devo me portar diante do gazofilácio?

Mendigos, nós somos carentes da graça, mas, por outro lado, participantes do gozo da salvação e contribuintes contentes, como diz a Escritura: cada um dê segundo tiver proposto no íntimo, não constrangido ou por obrigação; porque Deus recebe alegre a quem dá com prazer. 2 Coríntios 9:7. Lembrem-se que somos cooperadores no Reino de Deus e nunca cooperados em busca dos dividendos divinos.

Do velho mendigo, GP.

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