O ESPÍRITO DA CRUZ .89 – COM A LUPA NA MÃO !

O apóstolo Paulo fala de uma turma que ele designa como os inimigos da cruz de Cristo, assim: pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. Filipenses 3:18. Vejam que é um grupo grande; que vive dentro da igreja e que é gente insinuante, uma vez, que, muitas vezes ele advertiu aos irmãos, mas estes continuavam infiltrados, confundindo.

Paulo vê quatro caraterísticas marcantes destes bichos de goiaba:

O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Filipenses 3:19. Os bichos são encardidos…

Eles estão na igreja, mas a finalidade deles é o caos, a confusão; é ver o navio afundar, significado da palavra grega para perdição. Estes são semeadores de contendas e mestres em implantar heresias para levar vantagens. Sua preferência é o humanismo, por onde implantam os partidos para gerar divisões e, consequentemente, a catástrofe.

Em seguida diagnosticou a divindade deles como as entranhas. Vivem de seus instintos viscerais, negociando a palavra temperada com sal por salários e preocupados com propina. Mas, como disse Roger L’Estrange, “aquele que serve a Deus por dinheiro servirá ao diabo por salário melhor.” Este deus intestinal nunca gera fé, apenas fezes. É horroroso ver essa gente infestando os vírus malignos dos negócios, no corpo de Cristo.

A terceira marca deste populacho é a glória. Não a glória de Deus, mas a sua própria. E, neste caso, é pura infâmia, ou seja, o investimento em nossa própria imagem é idolatria e adultério espiritual. Todo aquele que põe holofotes nos seus feitos, acaba por macular a graça de Deus, pois, se for pela graça, não há honra ao mérito.

Essa tropa maligna infiltrada na igreja tem um projeto pessoal de fazer adeptos e construir seus sonhos idealizados. Paulo viu que os seus investimentos são só terrenos e Richard Sibbes percebeu que

“todas as coisas terrenas são como água salgada: fazem aumentar a sede, mas não satisfazem.” É triste ver alguém construir algo para o inferno, em seu benefício, pois “as riquezas terrenas estão cheias de pobreza”, gritava Agostinho.

Não foi sem razão o choro do apóstolo. A igreja tem sofrido em toda a sua via histórica com essa gentalha embusteira vestida de ovelha, mas, por dentro é lobo voraz. A preocupação desse bando não é o Reino de Deus, mas o seu currículo; não é a boa nova do Evangelho de Cristo, ainda que pareça ser, mas o seu bem estar pessoal.

As lágrimas de Paulo têm se misturado com o pranto de muitos na trajetória da igreja, vendo o mesmo modelo se repetir. Para Sibbes, “um homem pode ser um falso profeta e ainda assim falar a verdade,” mas não passa de falso profeta. Mendigos, abram os olhos e cuidado comigo e com qualquer um dentre nós.

Do velho mendigo, GP.

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