O ESPÍRITO DA CRUZ .83 – A LINGUAGEM INERRANTE DE DEUS

A pintura fala do pintor, a escultura do escultor e a criação é uma linguagem do poder do Criador. Desde uma bactéria Escherichia Coli, presente no intestino humano, até a maior estrela, da maior constelação, da maior galáxia, tudo isto fala claramente de uma ordem e complexidade que só uma inteligência suprema poderia realizar.

A criação Divina é um discurso sem palavras, que dispensa qualquer vocábulo para explicar o poder da sua origem. O apóstolo Paulo disse que, os homens, diante da criação de Deus são indesculpáveis em não dar crédito ao Criador, porque Seus atributos poderosos são perfeitamente visíveis em cada traço adequado da criação.

O universo é a primeira escrita da comunicação de Deus. O salmista disse que os céus

proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Salmos 19:1. A criação é um compêndio perfeito que revela a supremacia do Criador.

A segunda fala de Deus foi direta e pessoal com algumas pessoas. Deus é em si mesmo espírito e sua linguagem é espiritual. Ele fala de Espírito para espírito e, aquela pessoa que teve a comunicação Divina registra em línguas humana a Palavra de Deus.

O Antigo Pacto é o registro do que Deus falou através dos Seus profetas. Ele falou com Abraão, por exemplo, antes de um texto definido por Ele, como a Sua Palavra. Era sempre uma conversa íntima e particular. Deus falou com Moisés e com vários outros antes que houvesse o cânon definido do 1º Testamento, e, tudo, depois foi registrado.

Em seguida, Deus falou de maneira conclusiva pelo Filho. Jesus é o Verbo de Deus, a Palavra encadernada em pele humana. Ele é o ponto final da descrição. Diz-nos o escritor aos hebreus,

havendo Deus, outrora falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Hebreus 1:1-2.

Os apóstolos e escritores do Novo Pacto escreveram a linguagem final e plena de Deus para a humanidade, traduzida na encarnação do Cristo. O Antigo Testamento é a fala de Deus ao povo de Israel sobre o plano que Ele tinha para resgatar um povo para si mesmo, de todas as tribos e nações, enquanto o Novo Testamento registra a perfeita concretização do plano, bem como sua operação na história, até o fim dos tempos.

A Bíblia é a linguagem espiritual de Deus para o Seu povo. Apesar de todos os seus dados históricos e culturais, ela não é uma biblioteca para responder perguntas inúteis de almas caídas, mas um instrumento Divino para edificação do Seu povo.

Mendigos da graça, creio na superexcelência da Bíblia e na sua revelação e digo, como C. H. Spurgeon: “Deus escreve com uma pena que nunca borra, fala com uma língua que nunca erra, age com uma mão que nunca falha.”

Do velho mendigo, GP.

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