O ESPÍRITO DA CRUZ .79 – CRUCIFICANDO O NARCISISMO

O humanismo é a via do homem em busca do altar, tendo o céu como o limite. O cristianismo é a estrada do esvaziamento humano, tendo o humos como o seu leito. Se, no humanismo, o ser humano quer ser como Deus, no cristianismo, Deus se torna homem. No humanismo vê-se o homem exaltando-se; no cristianismo, sendo humilhado.

No humanismo o ser humano quer ser como Deus. No cristianismo, Deus é um homem humano, sem qualquer mania de onipotência. Jesus, a encarnação de Deus, é o sujeito destituído de aspiração ao poder. É uma pessoa sem ambição por altar, trono, pódio, palanque, plataforma, púlpito e sem nenhuma pira por degraus na pirambeira.

O humanismo patrocina o alpinismo ao topo do poder e a sua escalada pela hierarquia da glória, sendo o ópio que vicia as almas anãs dos pigmeus, que anseiam os lugares notáveis a seres notórios. A falência da queda gerou um estilo de gente carente.

Toda criatura humana é carente, e, muitas buscam suprir as suas carências de significado, pelos aplausos de outros carentes. No humanismo os caras vivem encarando a sua aprovação pelos incentivos dos outros seres humanos carentes, por isto, vive-se na ditadura da cata às ovações e reconhecimentos de plateias ávidas de espetáculos.

No cristianismo a turma é ainda mais carente, embora, suas necessidades não sejam supridas pela aprovação alheia, mas, pelo amor incondicional de Deus. Todos os cristãos verdadeiros vivem da suficiência de Cristo e, jamais usarão o próximo como um suporte para financiar a sua identidade. A aceitação de Cristo lhes é bastante.

É triste ver uma turma angariando os bravos e vivas da ovação na rede social, por causa de suas ideias, que, na maioria das vezes, não são suas, enquanto, o plágio plástico da imitação caricata rouba a cena dAquele que dizem ser a causa da mensagem. Se é o cristianismo, por que não pregamos a Cristo? Mas é uma tragédia ao pregarmos a Cristo, quando nos apresentamos como o ator principal e protagonista do filme.

O humanismo religioso é assim: até fala-se de Jesus, mas ele é só a azeitona da empada, como mero coadjuvante. O que está em jogo é a nossa projeção ou o papel que exercemos no cenário. Paulo viu este perigo em cena e advertiu os crentes:

Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. 2 Coríntios 4:5.

Alguém disse: “há três tentações especiais que assaltam os líderes cristãos; a tentação de brilhar, a tentação de queixar-se e a tentação de descansar.” Não sei qual é a pior, mas, a necessidade de ser sol e não lua é terrível. O desejo de ser a estrela, fonte da luz e não um planeta ou satélite iluminado é luciferiano. Oh! Mendigos! todo cuidado é pouco… Narciso se afogou na sua imagem refletida no poço!

Do velho mendigo, GP.

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