O ESPÍRITO DA CRUZ .78 – GELADEIRA DE NECROTÉRIO

Jesus falou de uma época de frigidez nos relacionamentos, quando o amor se tornaria gelado como um defunto. Essa frieza seria fruto da multiplicação da iniquidade ou a transgressão da lei. O tempo das permissões descontroladas seria uma era de total desconexões de afetos, por causa dos cadáveres respirando em isolamentos pessoais.

Chegamos a esse momento. Hoje, nunca vimos tanta gente no planeta, porém esta multidão encontra-se ilhada em seu mundinho sem toques de amor. As pessoas até se esbarram nos logradouros públicos, mas não logram se tocarem. Elas se trombam nas ruas da vida e se ferem, embora, pouquíssimas são as que se encurvam para enfaixar os feridos e abraçar os carentes que estão morrendo de frio relacional.

Mas, muitas dizem: eu amo… eu amo… eu amo… o que você quis dizer com isto? O que você está se referindo? Que tipo de amor? Não confunda amor erótico ou o amor dominador que quer possuir alguém, com um amor exótico que quer se doar aos outros. Jill Briscoe diz que: “O mundo está repleto das ruínas do que eros prometeu mas não foi capaz de fornecer.” E os escombros aqui são profundos.

Todavia, há algo muito mais sério neste mundo de glacialização do amor, que poucos de nós tem percebido, com atenção. É o amor virtual. Isto mesmo, um transe das transações transitórias dos invisíveis informáticos, sem saliva, nas vias das redes sociais.

A contaminação, hoje, não é tanto dos perdigotos do cuspe, mas dos vírus de hackers, que roubam nosso insulamento com suas estratégias de enganar tontos com os seus planos sutis de burlar, sem, a menor realidade de interação pessoal. Vivemos agora uma ditadura da informação, mas com a ausência completa de comunicação pessoal.

Temos muitas informações de vídeos e quase nenhuma visão das pessoas que dizemos amar. Temos muitos kkkkkkkkks e quase nenhum som ecoante deles, estalando aos ouvidos dos nossos queridos amigos como gargalhadas contagiantes. Mostramos lugares lindos, mas sem o calor do sol, nem da pele de quem é apenas observador.

 

A frieza do amor é consequência de uma presença virtual. As pessoas não se abraçam com mais frequência; não papeiam na sala de jantar; não cultuam nas igreja em comunidade. Abraçam pela internet, conversam pelo 4G, frequenta a igreja pelo Wi-Fi e não querem abrir mão disto tudo para aquecer o relacionamento de corpo e alma.

Li que agora, até o sexo se faz por tela. Desse jeito vamos tomar café e comer virtualmente. Mas fiquem atentos… amor não se cultiva sem o calor da pele e não se vive adequadamente sem uma presença física, ainda que o tempo para se dedicar aos seus seja pouco. Falando nisto, mendigos, Jesus disse: onde 2 ou 3 estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí. Igreja pressupõe reunião com Jesus.

Do velho mendigo, GP.

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