O ESPÍRITO DA CRUZ. 73 – O Milagre do “Nascer de Novo”

Jesus disse: “o que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é espírito”. Aqui nós vemos dois nascimento: o do bebê e o do novo ser, um ser espiritual.

O neném nasce descendente de Adão. Ele é carne e carnal. A nova criatura é um milagre da graça e nasce através do Espírito Santo, como uma realidade espiritual. A criança cresce e continua sempre sendo carne. Mas, um dia essa pessoa pode nascer de novo e se tornar uma nova criatura. Ela nasce do Espírito e é espírito, mas continua como carne, ainda que perca a sua condição de carnalidade permanente.

O que é nascido da carne continua sendo carne. O que é nascido do Espírito é espírito e permanece espírito, mesmo vivendo na carne. Neste caso, o espírito é espiritual e continuará espiritual, mas a carne que continua sendo carne, não viverá na carnalidade.

Quando alguém nasce de novo, não deixa de ser carne ao ter sido feito espírito vivificante, porém, deixa de ser dirigido pela carnalidade da carne. Ele é carne, mas não é mais carnal. Aquele que é espírito, é espiritual, e embora, continue na carne, não é carnal.

A carnalidade é o resultado da carne sem o novo nascimento do espírito. Uma vez nascido de novo, a carne continua sendo carne, todavia a nova criatura não é mais uma pessoa governada pela carnalidade. Ainda que essa pessoa possa pecar, na carne, a carne, em sua carnalidade, não terá mais domínio sobre ela.

O ser humano na carne, sem o novo nascimento, vive uma ditadura da carne e ainda que não seja depravado na carnalidade, ele é carnal. A nova criatura é espiritual e mesmo vivendo na carne, sempre será uma pessoa espiritual.

Deus é espírito e só se comunica com os Seus filhos de modo espiritual. Não é a psique que se comunica com Deus, mas o espírito. Se não houver vivificação em nosso espírito, não haverá vida relacional com Deus, mesmo que haja uma vida ética cheia dos mais ricos frutos de moralidade. O novo nascimento tem a ver com a vida que se conecta com Deus, não, necessariamente, uma vida sem jaça em sua conduta.

É verdade que a nova criatura terá um comportamento adequado e vida moral digna, mas não é a vida moral digna que vai determinar se houve novo nascimento. O que carateriza a nossa nova criação é, antes de tudo, a sua confiança apenas na Trindade e a total e permanente desconfiança em si mesmo. A fé é nossa plena confiança em Deus ou confiança no Alto e o arrependimento a nossa desconfiança da autoconfiança.

Aquele que nasceu do Alto vive dependente do poder do Alto e em constante arrependimento de si mesmo. Como disse George Whitefield: “Precisamos arrepender-nos de nosso arrependimento e lavar nossas lágrimas no sangue de Cristo.” Mendigos, se formos espirituais até das lágrimas precisamos nos arrepender.

Do velho mendigo, GP.

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