O ESPÍRITO DA CRUZ. 67 – Aos humanistas…

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O maior adversário do cristianismo é o humanismo. Um homem cheio de si não pode ser cheio de Cristo. O homem que se basta em sua moral, não é o bastante humilde para se abastecer da suficiência de Cristo, e, neste caso, se Cristo não for tudo para essa pessoa, certamente, Ele não será nada de valor eterno, em sua vida. Cristo não é 99%.

Ou Cristo é tudo e o homem, nada, ou o homem é tudo e Cristo, zero. Não há lugar para Cristo e o homem na vida cristã. Não há lugar para Cristo e a moral socrática na nova criatura. O cristianismo não trabalha com as premissas humanistas.

O Evangelho não considera a moral como algo importante, mas, sim, a vida de Cristo. Não é uma ética sem jaça, mas uma vida pela graça. O cristão não é uma pessoa que se orgulhe de sua conduta sem defeito, mas alguém que se alegra por ter sido aceito por Cristo. Não é o que expressa em seu viver, mas o que Cristo manifesta em seu ser. É vida santa. Não se trata de comportamento sem mácula, mas da vida santa de Cristo.

No humanismo o homem vive a sua vida. No cristianismo é Cristo quem vive no ser humano e através dele. Para que Cristo viva Sua vida, no ser humano, ‘Adão’ precisa perder a sua vida, na cruz, com Cristo. A ética cristã nada tem a ver com conduta humana polida, mas com quebrantamento espiritual, transpirando a vida de Cristo pelos poros.

O humanismo afoga o vaidoso Narciso numa poça d’água. O cristianismo faz a fênix falida sair das cinzas, por meio da ressurreição de Cristo. A alma em sua expressão moral de elevação é um modelo digno de admiração, mas o indigno pecador em adoração se prostra diante do trono, reconhecendo a majestade soberana da Trindade graciosa.

O homem íntegro merece todo reconhecimento. O humanista batizado é quase sempre um exemplo de virtudes, embora, jamais, se perceba a santidade de Cristo, como sua etiqueta. É gente ética, virtuosa, mas não lava pé, e quando lava, publica no jornal. A vitrine é mais empolgante do que o quarto de portas trancadas.

Você conhece um humanista batizado, pelo nariz, pois está sempre empinado, soprando forte, enquanto o cristão tem o seu sujo de terra. A humildade não é uma virtude da alma, mas o estilo de um espírito quebrantado. Não é atributo de Adão, mas de Jesus. Foi por isso que alguém disse: melhor é ser um verme humilde do que um anjo orgulhoso.

Pedro, o discípulo de Jesus, foi um humanista, antes de ser convertido. Ele era autoconfiante e autoritário. Sua proposta visava retirar Jesus da Via Crucis, por isso Jesus o repreendeu, denominando-o de satanás e ordenado-o a retirar-se. Todo sentimento, que não contempla o rosto em terra, tem os traços do altar, que por natureza pertence a Deus.

O homem em sua dimensão de idolatria ética é um perigo cruel para o corpo de Cristo. Mendigos, cuidado com o nosso humanismo batizado.

Do velho mendigo, GP.

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