espírito da cruz 60 -você é cego ou o quê?

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Perguntou um deficiente visual a um crente:

– um cego que crê em Cristo pode continuar cego?

– O que você quer dizer com isto? – Indagou o crente.

– Jesus não veio dar vista aos cegos? Se eu cri em Cristo, por que eu não vejo o mundo ainda?

A conversa foi longe entre os dois. O crente, então, explicou:

– Há dois tipos de cegueira. Uma é espiritual e a outra é física. Jesus veio dar vista aos cegos espirituais. A questão, agora, era que tipo de cegueira o cego queria ver solucionado. A visão física é maravilhosa, mas a visão espiritual é extraordinária.

Fane Crosby foi uma deficiente visual que teve os seus olhos interiores abertos para ver a realidade além da terceira dimensão. Dos mais de 6 mil poemas que escreveu e que se tornaram letras de hinos, quase todos falam de sua visão espiritual, sem gemido. Vejam esse: vivo feliz pois sou de Jesus, eu já desfruto o gozo da luz. O que queria dizer com a alegria da luz? Não foi curada, mas era salva. Sua visão de Cristo a mantinha feliz.

Jesus curou alguns deficientes visuais, todavia, deu visão espiritual a todos os que Ele salvou.

A medicina tem ajudado, em muito, na cura de doenças oftalmológicas e uma multidão tem sido beneficiada com a restauração da visão física, embora, ninguém até hoje, tenha recebido a sua visão espiritual, sem a revelação de Cristo.

Fane fala de uma felicidade decorrente dessa visão. Um deficiente visual pode não ser curado de sua cegueira, ao crer em Jesus, mas, em razão de sua real percepção da realidade espiritual, sua alegria é extasiante. Ter a visão de Cristo e permanecer num claustro de murmuração, azedume e críticas é difamar a obra redentora de Cristo.

Ser um cristão e não ser verdadeiramente alegre é paradoxal. Jesus disse aos seus discípulos amados: Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo. João 15:11. Nós podemos passar por dias de tempestades e tribulações, contudo não nos faltará o jato da alegria jorrando em nossos corações.

Para a nossa poetiza, a sua felicidade emanava de Jesus. Vivo feliz pois sou de Jesus. Se sou dEle, sou feliz. A nossa felicidade, como filhos de Deus, decorre da nossa dependência de Jesus, em tudo. O segredo da felicidade é, portanto, a plena suficiência de Cristo e a total renúncia de nós mesmos. Isto é o zênite da visão espiritual.

Um deficiente visual pode não ser curado por Jesus, mas todo cego espiritual,  salvo, terá a sua visão mais ampla da realidade divina. Uma das provas de que alguém foi salvo é sua alegria em meio às tribulações. Vejam o que diz o apóstolo: entristecidos, mas sempre alegres. Mendigos, desconfiem da experiência de salvação que não seja regada à aleluia, bem como aquela que for movida à frivolidade. Ser santo e não ser alegre é como ser salvo e não ver a Cristo.

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.

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