espírito da cruz 45 – não me vejo um santo

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“Reputação é o que os homens pensam que você é; caráter é o que Deus sabe o que você é.” Minha reputação pode até ser apreciada por alguns, mas, se alguém souber a verdadeira realidade dos meus pensamentos, com certeza, não vai dar-me o crédito.

Muitas vezes, eu me esforço para ser adequado, todavia, não consigo pensar e proceder com a mesma pureza que idealizo. Eu me imagino santo, porém me vejo sujo. A minha hipótese de santidade não bate com a minha máscara de hipocrisia e isso me torna desanimado comigo mesmo. Não consigo ser o que sonho e meu pesadelo me incomoda.

Quando miro-me num espelho sem espectador, eu vejo os sinais das espinhas, e sofro com essas marcas que não posso apaga-las, contudo, se houver alguém mirando- me, passo base para disfarçar. Tenho medo que me descubram e não admirem-me.

No fundo, tenho mais medo dos outros do que de Deus. E me parece razoável. Deus já sabe de tudo e não tem expectativa a meu respeito. Ele conhece as cicatrizes das minhas espinhas e sabe o que as causou. Sabe que a queda é um tombo cósmico, – além do que, suas consequências são mais profundas do que supomos. E quê catástrofe!!!

Desventurado homem que sou, quem me livrará desse defunto podre? – É certo que não vejo saída em mim, com meu o cadáver atado a mim, tampouco consigo crer que Deus esteja interessado em me libertar dessa carniça.

Então, só espero por um milagre.

O milagre de Deus querer me desatar de mim, já que meu querer na consegue querer o que Deus quer. Minha vontade está comprometida com os meus desejos carnais, caídos, que não podem se desprender para querer o que Deus quer. Aí grito: – nunca quis te querer e nem posso te querer, mas, se tu me quiseres, porque queres me querer, – e se não for jogo de palavras, – conquista meu querer, para que eu te queira como me queres.

O meu nome é Ego; pra Contigo, eu sou mais resistente do que brilhante, e pra com meus desejos, mais frágil do que casca do ovo. Eu me debato e estrebucho contra o – “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, entretanto, não precisa ser uma tentação fogosa… lá se vai minha concupiscência querendo ser satisfeita.

A batalha mais cruel da vida não será superior à guerra da volúpia. Se os meus desejos não forem crucificados, não há nada que seja capaz de dominá-los. Meu Ego não tem capacidade para vencer os seus desejos egotistas. Como ninguém pode se crucificar – só a crucificação do Ego com Cristo, pode libertar o Ego da sua lascívia incontrolável.

Mendigos! – “Se todos os nossos desejos fossem satisfeitos, a maioria dos nossos prazeres seria destruída.” Satisfazer todos os desejos do egoísmo, é tornar o Ego do egotista permanentemente insatisfeito buscando o arco-íris. Só nossa co-morte na cruz com Cristo pode nos libertar do Ego. Tenho dito.

Do velho mendigo do vale estrito,

Glenio.

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