espírito da cruz 36 – Deus não tem time, mas é o técnico

A igreja é a reunião dos escolhidos de Deus. Não se trata de mero aglomerado ou ajuntamento de sujeitos com os mesmos ideais. A igreja não é um clube da elite, nem um sindicato de operários-padrão ou uma sociedade secreta de gente especial. Ela é sim, a reunião dos eleitos da Trindade, expressando o caráter de Cristo em adoração.

 
J. Blanchard disse com muita precisão: “a igreja não é uma democracia na qual escolhemos a Deus, mas uma teocracia na qual Ele nos escolheu”. Portanto, essa igreja é o encontro comunitário da família de Abba. Trata-se da comunhão relacional dos filhos do Altíssimo, patrocinada pela unidade dos motivos, jamais pelos rituais e formalidades.

 
Segundo George Eliot: “o que torna a vida enfadonha é a ausência de motivos. O que torna a vida complicada é a multiplicidade de motivos. O que torna a vida vitoriosa é a unidade de motivos”. Mas, aqui, reina uma grande luta. Como podemos manter, nesse corpo multiforme e polivalente, uma unidade motivacional uniforme? Eis a questão.

 

PHILADELPHIA, PA - SEPTEMBER 07:  Penn men's soccer loses 2-1 to Air Force at Penn on September 7, 2012 in Philadelphia, Pennsylvania. (Photo by Drew Hallowell

 
Viver em harmonia numa comunidade heterogênea é algo fora de série. Não há nada mais espetacular do que a ausência de competição entre as pessoas diferentes. Por isso, ver a unidade na diversidade é um milagre sui-generis do espírito da cruz.

 
Esse espírito antecede a história da cruz no Calvário. O mistério da Trindade se expressa na unidade de três pessoas distintas, vivendo sem nenhuma disputa. Que lindo! Mas, como pode conviver um trio triúno sem trincas e tridentes? Só o espírito da cruz.

 
O que caracteriza a unidade na Trindade é o amor. A Bíblia diz que o amor não busca os seus próprios interesses. Amar é viver em favor de. Alguém já disse: “a suspeita subtrai, a fé adiciona, mas o amor multiplica o ganho para dividir com quem ama. O amor abençoa duplamente: aquele que o dá e aquele que o recebe”.

 
Li, recentemente: – É indiferente para nós o que faz a maioria das pessoas que conhecemos ou como elas passam o seu tempo. Porém, assim que começamos a amar uma delas, passamos a nos interessar, no mesmo instante, por essa pessoa.

 
Quem ama não persegue, não boicota, não compete. O amor é a manifestação do culto de auto-sacrifício em prol da unidade dos “amantes”. O amor não se dói, se doa.

 
O caminho para a unidade cristã não passa pelas salas de comissões… Passa pela unidade pessoal com Cristo crucificado, de modo tão profundo e real, que possa ser comparada à Sua unidade com o Pai. Se morremos com Cristo… unidade é Cisto em nós.

 
Friedrich Tholuck disse: “A igreja é um só corpo – você não pode ferir o dedo do pé sem afetar o corpo inteiro”. Como pode haver unidade com preferência, privilégios ou a maldita política da discriminação? Mendigos, não entrem nessa das denominações, times e partidos adequados em defesa da unidade.

 

Do velho mendigo do vale estrito, GP.

Um comentário sobre “espírito da cruz 36 – Deus não tem time, mas é o técnico

  1. Maravilhoso ser escolhido de Deus para fazer parte deste time,mesmo imerecidamente.Deus é Fiel.Deus derrame todo o sempre bençãos sobre sua vida meu querido irmão Glênio.GRaça e Paz.

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