espírito da cruz 25 – o pecado da culpa (sem motivo)

A culpa está para o pecado, assim como as cinzas estão para a fogueira. Não há culpa real sem uma razão pecaminosa, do mesmo modo, que não há cinza sem fogo. Se alguém sente culpa, é porque tem culpa. Não há culpa real com uma causa irreal.

Às vezes porém, vemos pessoas assumindo culpa sem culpa; neste caso, essa culpa é falsa. Trata-se de um comportamento imposto por um impostor que pretende sair da zona do crime. É uma culpa imputada para despistar algum espertalhão culpado.

Neste terreno da culpa sem culpa, há também, uma culpa tinhosa atirada sobre os ombros de gente ingênua, para controlar a sua conduta. É aqui que a religião nada de braçada afogando as pobres vítimas com os “pecados” esculpidos pelos usos e costumes de uma tradição hipócrita, que asfixia as almas num oceano mentiroso de culpas fajutas.

Sabemos pelas Escrituras, que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Se o pecado foi pago, a culpa foi apagada. Ninguém pode cobrar uma conta liquidada. Mas, o problema da religião é que, sem a culpa, ela não pode controlar a turma, nem gerar a obrigatoriedade na vida dos seus participantes. A religião vive dos cabrestos.

É aí que os líderes inescrupulosos e perversos engendram os “pecados” vis da aparência e lançam, com a Bíblia na mão, uma camisa de força para conter os irmãos. Vi uma pobre senhora, de cara lavada e cabelos embaraçados, chorar lágrimas em cascata, porque, dias antes, fora numa festa familiar com o seu cabelo cortado e maquiada.

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O seu “pecado” foi buscar melhorar a imagem. Não se tratava de uma Jezabel, mas foi assim que a trataram e, ela, tristemente, aceitou a sentença dos fariseus. Eu não estou defendendo a vaidade, estou combatendo a vacuidade, com o espírito da cruz.

-Não posso aceitar que esse líder, obeso e glutão, tripudie, sem dó, os corações de algumas irmãs, só porque elas cortaram os seus cabelos – disse-me, essa senhora, em soluços.

– Eu também não – gritei. – Nem o conheço, mas se é glutão e não tem culpa, como é que pode condenar e culpar quem não é culpado de nenhum pecado de fato?

Muitos constroem seus sistemas em cima de doutrinas falsas, para produzir a falsa culpa e, assim, controlar as almas inseguras pelos caminhos da vergonha, do medo e da obrigação. Quanta gente vive no seio das “igrejas” com uma paúra mórbida e com a desconfiança crônica de nunca ser aceita pelo amor gracioso de Deus!

Eles engendram os seus pecados favoritos com os seus preconceitos, e depois geram as culpas com os seus escrúpulos imorais. É esse sentimento de culpa que nos faz ter vergonha de Deus, além de produzir a autopenitência para tentar ressarcir o preço do “pecado” que esses capangas do inferno induzem para dominar as pobres almas…

Mendigos, cuidado com essa gangue!

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.

3 comentários sobre “espírito da cruz 25 – o pecado da culpa (sem motivo)

  1. Mensagem bonita,vou replicar a outros o que tenho aprendido aqui.Aprendi de graça,não gastei um centavo e de graça vou dar.Acredito que não é plágio,mas apenas a multiforme graça fazendo frutificar o que foi semeado.

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