espírito da cruz 18 – música para o diabo

A epístola de Judas fala de um julgamento contra os religiosos, e diz que: eles são resmungões, murmuradores e incontroláveis; gostam de contar vantagens, cheios de bajulação e interesse. Judas 16. O sindicato da religião é pleno de direitos e são esses tais a causa de toda essa cultura da queixa. Os resmungões estão sempre insatisfeitos.

Ser um cristão e não viver contente é uma contradição. A felicidade dos salvos não significa a ausência de tribulações, mas a consciência de sua aceitação incondicional pelos méritos de Cristo, sendo, portanto, um amado, eleito por Deus. Isto é graça.

Normalmente, as pessoas que se queixam mais são as que mais dão motivos para as queixas. O coaxar é próprio de quem vive na lama, enquanto gorjear vem do alto, do topo das árvores. A murmuração é a linguagem baixa dos enlameados; o louvor é uma canção elevada de um coração agradecido, por uma tão grande salvação.

Conheço um “crente” que sempre que o encontro, sua cara está amassada e o seu discurso com mau hálito. Há, em sua fala, uma pitada de crítica e um gemido bem no fundo da sua alma inconformada, expressando o ranço do seu desgosto crônico.

A murmuração, por menor que seja, remove da cabeça a coroa dos santos. Ser cristão é cantar na cadeia e louvar, mesmo quando tudo parece ser contrário à vida. Foi o sábio Thomás Watson quem disse: – nossa murmuração é música para o diabo. Quando o crente murmura, ele acaba dando um concerto distônico aos habitantes do inferno.

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Se nós estamos crucificados com Cristo, uma coisa é certa: passamos por uma mudança de cultura. O que cultivávamos anteriormente, em nossa velha maneira de viver, foi substituída por uma nova mentalidade. A murmuração foi trocada pelo louvor, a queixa pela gratidão, a bajulação pelo incentivo e os interesses e vantagens por alegria de servir.

Alguém disse: “quem murmura, não louva; e quem louva, não acha tempo para murmurar”. Aqui está uma das evidências do espírito da cruz – adoração. Portanto, se sou adorador, não posso ser murmurador, pois um apaga o outro. É como a luz e as trevas, se uma entra, a outra sai. É impossível murmurar e adorar ao mesmo tempo.

O salvos foram salvos do pecado e não das provações e tribulações do mundo. Por isso, nada que não seja a glória da Trindade deve ocupar a agenda desses salvos. De tudo, o que mais me encanta em ver a biografia dos salvos, é a sua história de adoração. Se é a noite que faz as estrelas brilharem, são as provações que fazem a adoração, linda.

Mendigos, tanto quem murmura, quanto quem adora, podem ter iguais motivos. O mesmo sofrimento pode gerar gemido em um, e aleluia noutro. Tudo vai depender dos corações. Quem teve o seu coração trocado pela obra da cruz vai prorromper em louvor, enquanto o incrédulo, em murmuração. É isso.

Do velho mendigo da vale estreito,

Glenio.

4 comentários sobre “espírito da cruz 18 – música para o diabo

  1. No meu blog vidacristasempre.blogspot.com.br estou comentando a carta aos filipenses. Com sutileza espiritualidade e inteligência o pastor Glênio nos brindou com, a postagem: Música para o diabo. Cavando os poços das profundezas de Deus passaremos por esse breve vale estreito que se transforma em campina verdejante e florida para os renascidos em Cristo. Deus o abençoe vovô Glênio.

  2. Wilson Borges – Aracati-Ce

    Maravilhoso. Sempre cresço um pouco mais, através desse servo ( mendigo, como eu ), o pastor Glênio. Ele é usado poderosamente pelo Senhor Jesus. Obrigado SENHOR pela vida do teu servo.

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