espírito da cruz 11 – adorando o adorador

Alguém disse: Quando o “eu” não é negado, ele é necessariamente adorado. O ponto crucial da vida cristã é a morte do ego. Não é possível o eu adorar e ser adorado ao mesmo tempo. Para que eu possa adorar a Deus, o meu ego tem que ser crucificado.

É preciso que nós morramos em Cristo, a fim de podermos adorar a Cristo. No altar não há lugar para Deus e o homem simultaneamente. Se Deus estiver sendo de fato adorado, o ser humano será um mero adorador e nunca um espetáculo de adoração. Não existe a possibilidade de um adorador merecer as honras como tal.

O adorador desiste de si e insiste em ver apenas o Adorado, por fé. Não existe um adorador chamando a atenção para a sua adoração. Quem adora, adora a quem é o Digno de adoração, sem qualquer prosopopéia ou holofotes para sua visibilidade.

Diante do trono de Deus não há shows. O altar do Senhor não é um palco para que os artistas se exibam com os seus talentos prodigiosos, mas um patamar, no nível do chão, a fim de que os adoradores se prostrarem com a face voltada à sua origem do pó.

Hoje, o culto a Deus foi transformado no culto aos homens. Há uma cultura de exaltação que cultua quem se diz cultuar. O cantor virou o centro da louvação; o pregador, o centro da pregação; o adorador, o centro da adoração. Com isso tudo, o culto cristão se tornou num teatro barato com atores se exibindo e espectadores se deleitando.

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Todavia, como bem ensina Jim Elliot: aqueles que conhecem o grande e terno coração de Jeová, certamente serão levados a negar seus próprios amores, para poder participar da expressão do Seu amor! Não é coerente para o coração que adora receber o reconhecimento da adoração que presta. É lamentável ver os adoradores homenageados.

Estive numa reunião em que o culto estava voltado aos homens. Participei de um culto onde os homens estavam voltados a Deus. Na primeira, havia a cultura de show. No segundo havia uma atitude de devoção. Uma era um espetáculo. O outro, adoração.

O ser humano não foi feito para questionar, mas para adorar. Não foi feito para se exibir num palco, mas para se prostrar diante da face amorosa do Pai. Na casa de Aba não há lugar para uma folia na presença do Altíssimo, mas para a real prostração. Fomos chamados para estar diante do Senhor e jamais perante uma platéia.

O espírito da cruz esvazia a necessidade do entretenimento e nos estremece com a necessidade do entendimento sobre a presença da Trindade, no culto. A adoração não faz parte da vida cristã, ela é a própria vida cristã diante do Amor Soberano de Deus.

Mendiguinhos, não somos atores no show que tem fim, somos adoradores num culto eterno. Não exibimos os talentos na congregação, congregamos à moda do detetive, presente no cena, mas sem ser visto. É isto, adorar!

No amor do Amado,

do velho mendigo do vale estreito, Glenio.

Um comentário sobre “espírito da cruz 11 – adorando o adorador

  1. Os israelitas foram salvos pela palavra do Senhor e pelo sangue do cordeiro aspergido nas vergas e ombreiras das casas “vendo eu sangue, passarei por cima de vós”.
    Mackintosh comenta “O juízo que lhe competia caíra sobre uma vítima designada por Deus e, crendo isto, podia comer em paz dentro de casa.
    Uma dúvida sequer teria feito do Senhor mentiroso, pois Ele havia dito:
    Não era uma questão de mérito pessoal. O ego nada tinha a ver com o assunto.
    Todos os que se achavam protegidos pelo sangue estavam salvos
    Não estavam num estado de salvos, mas salvos.
    Não esperavam nem oravam para serem salvos, sabiam que isso era um fato assegurado, em virtude da autoridade daquela palavra que permanecerá de geração em geração
    Demais, não se achavam em parte salvos e em parte expostos ao juízo: estavam completamente salvos”

    “É da máxima importância ter-se um conhecimento claro daquilo que constitui o fundamento da paz do crente na presença de Deus.
    Aceitação da obra consumada de Cristo
    O caráter absoluto da redenção pelo sangue de Cristo por nós cristãos
    O Perdão de nossos pecados descansa na perfeita expiação na ressurreição de entre os mortos de Cristo, o Substituto do pecador.
    Que não há outro meio de salvação a não ser pelo sangue de Cristo, que em razão do sangue de Cristo necessitamos saber que fomos salvos, estamos sendo e seremos salvos”.
    Que a nossa segurança está na palavra de Deus e de Jesus Cristo

    Interessante o comentário a seguir
    “Note-se que o israelita não descansa sobre os seus próprios pensamentos, nos seus sentimentos,, ou na sua experiência a respeito do sangue”

    “A aplicação deste fato à questão da paz do pecador é bem clara. O Senhor Jesus Cristo, havendo derramado o Seu precioso sangue, em expiação perfeita pelo pecado, levou esse sangue à presença de Deus, e fez ali a aspersão dele; e o testemunho de Deus assegura o crente de que as coisas estão liquidadas a seu favor – liquidadas não pelo apreço que ele dá ao sangue, mas, sim, por causa Desse Sangue, que tem um tão grande valor para Deus, que, por causa dese sangue,sem mais um jota ou um til, Ele pode perdoar com justiça todo o pecado e aceitar o pecador como um ser perfeitamente justo em Cristo”

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