O PROBLEMA DO MAL – Orientais, Secularistas e Cristãos, por Os Guinness, Ph.D

Se Deus é todo-poderoso e todo-bondoso, por que há tanto mal no mundo?

Neste vídeo o conferencista, crítico social, apologista da fé cristã e autor/organizador de mais de 20 livros, Os Guinness, apresenta três visões diferentes com relação ao PROBLEMA DO MAL: a visão dos orientais (hinduísmo e budismo); dos secularistas (ateus, agnósticos e materialistas); e, por fim, a visão cristã sobre a questão.

Tradução e Legendas: Ministério de Comunicação da Primeira Igreja Batista em Londrina.
Reprodução autorizada de VERITAS FORUM.

espírito da cruz 11 – adorando o adorador

Alguém disse: Quando o “eu” não é negado, ele é necessariamente adorado. O ponto crucial da vida cristã é a morte do ego. Não é possível o eu adorar e ser adorado ao mesmo tempo. Para que eu possa adorar a Deus, o meu ego tem que ser crucificado.

É preciso que nós morramos em Cristo, a fim de podermos adorar a Cristo. No altar não há lugar para Deus e o homem simultaneamente. Se Deus estiver sendo de fato adorado, o ser humano será um mero adorador e nunca um espetáculo de adoração. Não existe a possibilidade de um adorador merecer as honras como tal.

O adorador desiste de si e insiste em ver apenas o Adorado, por fé. Não existe um adorador chamando a atenção para a sua adoração. Quem adora, adora a quem é o Digno de adoração, sem qualquer prosopopéia ou holofotes para sua visibilidade.

Diante do trono de Deus não há shows. O altar do Senhor não é um palco para que os artistas se exibam com os seus talentos prodigiosos, mas um patamar, no nível do chão, a fim de que os adoradores se prostrarem com a face voltada à sua origem do pó.

Hoje, o culto a Deus foi transformado no culto aos homens. Há uma cultura de exaltação que cultua quem se diz cultuar. O cantor virou o centro da louvação; o pregador, o centro da pregação; o adorador, o centro da adoração. Com isso tudo, o culto cristão se tornou num teatro barato com atores se exibindo e espectadores se deleitando.

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Todavia, como bem ensina Jim Elliot: aqueles que conhecem o grande e terno coração de Jeová, certamente serão levados a negar seus próprios amores, para poder participar da expressão do Seu amor! Não é coerente para o coração que adora receber o reconhecimento da adoração que presta. É lamentável ver os adoradores homenageados.

Estive numa reunião em que o culto estava voltado aos homens. Participei de um culto onde os homens estavam voltados a Deus. Na primeira, havia a cultura de show. No segundo havia uma atitude de devoção. Uma era um espetáculo. O outro, adoração.

O ser humano não foi feito para questionar, mas para adorar. Não foi feito para se exibir num palco, mas para se prostrar diante da face amorosa do Pai. Na casa de Aba não há lugar para uma folia na presença do Altíssimo, mas para a real prostração. Fomos chamados para estar diante do Senhor e jamais perante uma platéia.

O espírito da cruz esvazia a necessidade do entretenimento e nos estremece com a necessidade do entendimento sobre a presença da Trindade, no culto. A adoração não faz parte da vida cristã, ela é a própria vida cristã diante do Amor Soberano de Deus.

Mendiguinhos, não somos atores no show que tem fim, somos adoradores num culto eterno. Não exibimos os talentos na congregação, congregamos à moda do detetive, presente no cena, mas sem ser visto. É isto, adorar!

No amor do Amado,

do velho mendigo do vale estreito, Glenio.

espírito da cruz 10 – cristão orgulhoso ou ímpio humilde?

Alguém disse: A obra-prima do diabo é levar-nos a ter um bom conceito de nós mesmos, nem que esse conceito seja para demonstrar um espírito de inferioridade, a fim de promover a humildade por debaixo dos panos molambentos. Mas, é só aparência…

A humildade não é um estilo de vida; é um estado do ser que nunca se vê num espelho, refletido. O humilde não se enxerga como humilde, porque, para isso, teria que ver-se em total dependência da soberana e absoluta suficiência de Deus.

O humilde não é um ser a desestimar-se; não é um capacho, mas alguém que depende inteiramente do poder e da vontade do Altíssimo em sua vida, sem, com isso, se estimar. Não é um narcisista contemplando a sua imagem refletida no poço dos despojos.

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A humildade não se deprecia, para chamar a atenção, nem valoriza a sua cota para ganhar pontos aos olhos dos espectadores. Ser um cristão orgulhoso é contradição tão grande como ser um ímpio humilde. Se vendemos a nossa imagem por um preço além ou aquém do que somos, devemos suspeitar de nossa experiência de salvação.

C. P. Cockerton diz: o orgulho, no sentido religioso, é a atitude de autonomia, de autodeterminação, de independência de Deus. A humildade não é rebaixamento, mas é teonomia completa, isto é, dependência plena do governo Divino. A essência do pecado é a arrogância, a essência da salvação é a submissão ao Altíssimo em dependência.

Aquele que for submisso ao Senhor será também submisso aos que o Senhor colocar em posição de liderança. Não há lugar para a insubmissão na vida dos servos do Cordeiro. O que caracteriza um discípulo de Jesus é a disposição íntima de ser obediente à sua lei, e a lei de Cristo se resume em fazer tudo por amor ao Pai.

O espírito da cruz mostra que é melhor ser um verme humilde do que um anjo soberbo. No reino da graça é melhor se acocorar e lavar os pés dos arrogantes do que se agarrar aos direitos de manipular as circunstâncias com a omissão do serviço.

A Bíblia diz que Deus resiste ao soberbo, porém assiste ao humilde. Talvez, o que esteja por trás, seja: Deus precisa quebrantar o soberbo, levando-o ao fracasso, até que o fracassado se perceba incapaz e renuncie qualquer possibilidade de se auto dirigir.

Só o submisso ou dependente pode ser instrumento da graça neste mundo de topetudo, tropeçando em tronos e estrebuchando em sua entranhas, em razão de sua obesidade de inveja, ciúme e ambições do poder, como o Rei Momo em trajes de faquir.

Mendigo, altivo, é aberração. Mas se for um, alcançado pela graça, ouça o que  William Law diz: Se o homem precisa gloriar-se de qualquer coisa como sua, deve fazê-lo em relação à sua miséria e ao seu pecado, pois nada mais do que isto é propriedade dele – Ok! No amor do Amado, do velho mendigo do vale estreito, GP.

 

No amor do Amado,

do velho mendigo do vale estreito, Glenio.