espírito da cruz 5 – turbulência a bordo

Hoje estou enfrentando uma forte tentação. Toda tentação é humana e ataca especialmente os filhos de Deus. A vida de Jesus antes de ser anunciada a sua filiação de modo claro como o Filho de Deus é pouco conhecida. Nada se sabe de sua luta pessoal e de suas tentações. Mas, logo que o Pai proclamou: este é o meu Filho Amado em quem tenho todo o meu prazer, o inferno investiu contra Ele com uma fúria atroz.

Jesus não venceu o Diabo com sua força pessoal, mas com a fé sustentada pelo Pai mediante a Palavra inspirada pelo Espírito Santo. Ele viveu aqui num estado de total dependência do Pai. Jesus, o homem histórico, não se valeu de Sua natureza Divina para sustentar os conflitos de Sua natureza terrena. Viveu aqui no espírito da cruz.

Cristo, a segunda pessoa da Trindade, esvaziou-se de Sua glória ao tornar-se o Jesus histórico. Cristo era 100% Deus, embora vivesse por aqui 100% como homem. Jesus não foi um homem garantido pela natureza Divina, mesmo que Cristo nunca tenha se ausentado de sua história. Era a vida de um homem que confiava em Deus.

O homem de Nazaré viveu totalmente pela fé, por isso, Ele foi denominado de o Autor e o Consumador da fé. Ele viveu o tempo todo como homem sob o espírito da cruz, isto é, renunciando a Sua vontade humana e dependendo completamente do Pai.

O princípio da cruz é um modo de ser de auto-esvaziamento e, ao mesmo tempo, de total dependência do alto. Jesus renunciava Sua vontade humana enquanto se nutria da vontade de Seu Abba. Negava-se a si mesmo para gozar da aceitação do Pai.

Sequence 01

Alguém disse: “os tesouros no céu são armazenados somente na proporção em que são renunciados os tesouros na terra.” Negar-nos a nós mesmos, por todo tempo de nossa existência, não é nada comparado com a aprovação da Trindade, de eternidade a eternidade. Ser aceito com um amor incondicional nos habilita a renunciar aquilo que é apenas circunstancial e provisório. O espírito da cruz desconsidera o perecível.

Quem foi aceito pelo Deus eterno pode dispensar muito bem a aprovação de meros mortais. O espírito da cruz leva em consideração os tesouros eternos. Foi assim com Moisés, no Egito, que vendo as riquezas eternas toma suas decisões, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado.

Minhas tentações são profundas e reais. Sou fraco e incapaz de vencê-las, todavia tenho como apólice Alguém que me segura. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Mendiguinhos, se forem feitos do mesmo barro que eu, não se aflijam durante a turbulência do voo, pois o Piloto, além de ser o melhor Capitão é a Aeronave.

No amor do Amado,
do velho mendigo do vale estreito, Glenio.

Um comentário sobre “espírito da cruz 5 – turbulência a bordo

  1. Obrigada Pastor por manter o foco na Palavra da Cruz, ela tem nos trazido descanso e a certeza de que ao embarcarmos nesse voo não precisamos nos preocupar com o trajeto, pois a chegada é certa. Graça e Paz.

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