migalhas para mendigos 2 – evitando a cruz

De todas as drogas que já ouvi falar, nada se compara com Ego. No passado diziam que LSD era o máximo. Depois vieram drogas mais excitantes como o Êxtase e o Craque que têm poderes de escravização bem maiores. Contudo, tudo isso é fichinha diante do Ego.

O que você quer dizer com isso? Indagou-me alguém, quando comentava sobre o tema. Que draga de droga é essa, que nunca ouvi falar? Ego? Só rindo…

ego

Essa é a droga mais perigosa. O Ego é a droga das drogas. É a excitação dos vícios, ao extremo. Aquele que se torna auto drogado ou drogado por si mesmo, jamais se percebe um viciado e nunca se considera dependente. Mas é impossível libertar o egoísta, senão pela morte do seu Ego. Ninguém consegue desintoxicar a egolatria ensimesmada.

O viciado em si mesmo, se enche de si, até tratando do seu esvaziamento. Ele se estima  enquanto se desestima. Ao falar do seu fracasso, faz charme dele como um sucesso.

O drogadito de egoísmo se enxerga superior aos outros e, ao mesmo tempo, nutre o seu vício da opinião alheia. Incha-se de si mesmo e ainda precisa viver do conceito dos outros co-dependentes do mesmo vício. Nesse parasitismo suga sua identidade ébria de si, a fim de manter-se no cenário invejoso com o mínimo de energia lhe abastecendo.

A inveja consome o egoísta, embora, simultaneamente, o alimente. Admira quem o supera e, no mesmo instante, o detesta. O aplaude na platéia, todavia, pelos bastidores, o critica.

-Espelho, espelho meu, quem tem uma imagem mais distinta do que Eu?

Drogadição de Ego é irrecuperável por qualquer metodologia científica. Aqui, só a morte, e, que não seja por suicídio, pois, neste caso, o tal Ego ainda teria chance de se orgulhar de ter dado uma saída honrosa para o seu beco sem saída. O Ego é deveras incorrigível.

Eu, para ser liberto de mim, preciso morrer para mim mesmo e, essa morte tem que ser solidária e nunca solitária. Só a minha morte compartilhada com Cristo pode me libertar de meus trejeitos de altivez. Eu preciso ser assassinado com Cristo para não incorrer na presunção gnóstica de que posso me salvar pelo minha auto-aniquilação.

Acredito que Watchman Nee esteja certo: Que significa para mim estar crucificado? Penso que a resposta resume-se magistralmente nas palavras com as quais a multidão referiu-se a Jesus: ‘Fora com ele‘!

Não vejo alternativa: ou estou crucificado com Cristo, ou ninguém consegue me libertar do meu vício de auto valorizar-me.

Vamos tentar entender: quando a Trindade coloca a nossa vida egoísta na cruz com Cristo, e quando nós recebemos a nossa morte juntamente com Ele, então nos tornamos de fato invencíveis. Neste caso, não temos mais nada a perder, nem coisa alguma a ganhar, uma vez que Cristo será tudo em nós. Se Ele for tudo, eu nada serei. Onde estará agora o vício irrecuperável? 

 

No amor do Amado do velho mendigo do Vale Estreito, Glenio.

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