gotas de generosidade XIX

Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo- vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.

2 Coríntios 9:10-11.

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Sofro ao ver os picaretas da fé usarem a Bíblia para explorar a crendice dos ingênuos. Sei que muitos deles se utilizam deste texto para incentivar os incautos, embora interesseiros, a contribuir para os seus objetivos. Apelam a maior semeadura, movida à ambição. É bem verdade que, se você semear mais, terá maior probabilidade de encher seus armazéns.

Mas, o perigo ronda à porta e precisamos examinar as motivações do negócio. O que me induz ao programa da contribuição na igreja? Estou interessado no Reino ou em alguma vantagem pessoal? Lembro-me de alguém que ficava excitado com a possibilidade de ser abençoado, nos seus negócios. Para ele, o importante, “na obra”, era a sua prosperidade.

Não nego a lei da plantação e safra, o que me incomoda é a avidez pelos resultados, que me dizem respeito. Vejo que a ganância acaba esganando o projeto da disseminação. Eu estou investido apenas com o interesse de ser beneficiado? Não é a generosidade, em si, que está em pauta, mas a prosperidade desse general “generoso” que contribui.

Li esta ilustração que transcrevo:  “Depois do grande incêndio em Chicago, em 1871, o evangelista Moody foi a Nova York para solicitar fundos para as vítimas. Quando chegou, foi apresentado a um homem abastado, que era conhecido por ser muito generoso.

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Impressionado pela grande necessidade em Chicago, ele deu a Moody um cheque com uma grande soma em dinheiro. Encaminhou então o evangelista para alguns homens de negócios que também doaram grandes contribuições.

Quando o Sr. Moody estava prestes a partir, ele apertou a mão do benfeitor e fez este comentário de despedida:

– Se alguma vez for a Chicago, visite-me. Retribuirei o seu favor.

O homem respondeu:

– Sr. Moody, não espere que eu apareça. Faça isso ao primeiro homem que encontrar.

Comentando esta experiência, Moody disse:

– Nunca esqueci esta observação. Tinha o som do verdadeiro Bom Samaritano. O homem era o tipo de doador que agrada a Deus. Movido pelas necessidades dos outros, de boa vontade deu o que estava ao seu alcance para aliviar os seus sofrimentos. Ele não o fez para ganhar atenção ou para satisfazer o seu ego. Nem sequer deu esta oferta de má vontade ou por necessidade, mas sim alegremente, como ensinado em 2 Coríntios 9.7″.

A receita é ótima, mendiguinhos, e vale a pena ser generoso sem ser ambicioso. Plante, mesmo que colha pouco ou até nada, aqui.

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.

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2 comentários sobre “gotas de generosidade XIX

  1. Pastor Glenio, rogo a Deus que ele lhe cubra com o Espírito Santo, e que o senhor continue firme na sua caminhada e de todos os seus seguidores.

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