migalhas para mendigos 1 – evitando a cruz

Olá, mendigos da graça!

É só para chover no molhado. No sertão, onde há pouca chuva, é sempre bem-vindo um chuvisco sobre o outro. Na secura, melhor é lamber que cuspir. Vamos lamber e molhar.

Estou deitado numa rede, sem sono, cercado de insetos atraídos pela luz do iPad, no sul do Piauí e, pensando na jornada rumo à Nova Jerusalém. A coisa está afunilando, o anjo com a trombeta me parece pronto para o toque. Prepare-se!…

Não vejo alternativa para a vida cristã, senão pelo esvaziamento. Morte para o ego, sim! Preciso desse quebrantamento radical. É imprescindível. Não vejo as mínimas condições para o esvaziamento a não ser pela cruz, levando o morrer de Jesus em nosso modo de viver, diariamente, para que a Sua vida se manifeste em nós. A morte do ego é saudável.

5e3c89_b49df7a37115ca135e33f4c1fb6dc648

Isso não é teoria, nem filosofia ou teologia especulativa. Sem a cruz em nosso ser, sendo carregada nos lombos da alma, ninguém pode seguir a Cristo de fato. Ninguém!

Precisamos, a cada instante, da revelação do Espírito e da consciência de que não somos ninguém, nem podemos nada, ainda que, por vezes, possamos ser usados por Deus a fim de realizar algumas coisas de valor em Seu reino, segundo a Sua vontade.

Todavia, é bom que se diga: essas coisas, Ele faz até mesmo usando jumentos. Por favor, não se irrite com isto, uma vez que a cruz pode dar fim cabal nesta zanga besta movido a grandeza. É só a turma do pódio que fica brava com tais comentários.

Um morto está morto, mesmo quando estiver sendo levado no caixão. Continua mortinho. Ele está morto para os louvores que lhe fazem e morto para as críticas que recebe.

“A cruz precisa ser carregada; não temos liberdade de passar por cima dela ou de evitá-la.”

Quem passa pela cruz, morre. Quem já morreu com Cristo, não vive mais para si mesmo. Não há lugar para os descendentes de Adão na casa de Abba. Eles têm que morrer.

Um morto em Cristo não tem direitos, nem privilégios, ainda que esteja de férias, não vive num picnic desfrutando de um feriado universal. “Carregar a cruz é a escolha consciente de uma alternativa dolorosa motivada pelo amor a Cristo.” Mas, se o amamos, nada será penoso para quem ama. O amor não cobra o que dá, além do que, não precisa pagar o que recebe. Conquanto, para isso, aquele que ama, precisa morrer para si mesmo.

Como dizia F. Fenelon, “Não há outra forma de viver esta vida cristã a não ser mediante uma contínua morte para o eu.” E Lutero ainda acrescenta, “Deus cria a partir do nada. Portanto, enquanto o homem não se reduzir a nada, Deus não poderá fazer nada com ele.” Só que, neste caso, ouso corrigir Lutero, dizendo: enquanto o homem não for, por Deus, reduzido a nada, Deus nada poderá fazer com ele. Senhor! reduza-nos a nada para a Tua glória. Amém.

No amor do Amado do velho mendigo do Vale Estreito, Glenio.

CLIQUE E CURTA A PÁGINA DO AUTOR NO FACEBOOK

gotas de generosidade XX

drops-in-the-petal-lilac-303167

É um fato surpreendente a generosidade dos pobres. Certo ex-indigente contou-me que é mais fácil receber solidariedade de gente pobre do que dos ricos. Quando ele pedia um prato de comida, os pobres sempre se mostravam mais prontos a repartir do pouco que tinham.

“Parece que os ricos têm medo de ficarem pobres”, ressaltou com ironia.

Um dos meus sobrinhos esteve no Nordeste numa época de Natal, quando sua barraca  foi assaltada no camping. Sem lenços, nem documentos, sem dinheiro, teve que recorrer à ajuda de outras pessoas para poder sobreviver, até receber o suporte da família. Mas, quem lhe deu ajuda? Disse-me que nenhum rico se propôs a isso. Só os pobres.

Como vimos, em outra Migalha, os ricos realmente são muito pobres – só têm grana e muita ganância para ter ainda mais, enganando-se com a opulência. O pavor da miséria deixa o sujeito miserável, mesquinho, sovina, sonegando um trocado a quem precisa.

A vida na graça precisa nos libertar desse beco apertado por receio de vir à falência. O terror da penúria esmaga a alma no sufoco da possível escassez. Todos nós carecemos ser resgatados desse ego tímido, carente e careta que vive assombrado com o amanhã.

hunger

Ninguém deve ser pródigo, esbanjando o que conseguiu com seu trabalho, sem quê nem pra quê, nesse consumismo atroz, todavia, não necessita viver como avaro com os bolsos costurados e lacrau no fundo, com medo de perder o que granjeou. Nada disso é saudável. Nem o pródigo, nem a pro-ditadura da avareza.

Segundo aquele ex-mendigo que conversei, os pobres parecem mais generosos do que os que só têm dinheiro. Para estes, temos a mensagem de alerta dada por Eugene Peterson em sua versão bíblica, A Mensagem:

Eles esbanjam doações aos pobres — uma generosidade que não tem fim. Uma vida honrada! Uma vida bela! Salmo 112:9.

Uma vida bonita é vivência que se importa com aqueles sem importância, que batem à porta, sem nada para cambiar neste mundo das trocas de favores. É ser generoso em gênero, número e grau com o carente que carece de cuidados. Mas não estou falando de fome zero onde o governo permuta as bolsas, sem alça, pelos votos alçados das massas sob os efeitos das manobradas políticas.

Jesus curou, certa vez, um homem de mão mirrada, mas muitos de nós precisamos ser curados da doença da mão amarrada, que nunca enfia no bolso para contribuir em favor da obra que precisa de cuidados especiais.

Mendiginhos, como dizia William Walsh,

“um ato generoso é sua própria recompensa.”

Não esperem a retribuição da generosidade. Os generosos se contentam, mesmo sem a menor compensação. Sejam alegres em participar da solução dos problemas dos menos favorecidos.

No amor do Amado,

do velho mendigo do vale estreito,Glenio.

CLIQUE E CURTA A PÁGINA DO AUTOR NO FACEBOOK

gotas de generosidade XIX

Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo- vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.

2 Coríntios 9:10-11.

bigpreview_new-life-wallpaper

Sofro ao ver os picaretas da fé usarem a Bíblia para explorar a crendice dos ingênuos. Sei que muitos deles se utilizam deste texto para incentivar os incautos, embora interesseiros, a contribuir para os seus objetivos. Apelam a maior semeadura, movida à ambição. É bem verdade que, se você semear mais, terá maior probabilidade de encher seus armazéns.

Mas, o perigo ronda à porta e precisamos examinar as motivações do negócio. O que me induz ao programa da contribuição na igreja? Estou interessado no Reino ou em alguma vantagem pessoal? Lembro-me de alguém que ficava excitado com a possibilidade de ser abençoado, nos seus negócios. Para ele, o importante, “na obra”, era a sua prosperidade.

Não nego a lei da plantação e safra, o que me incomoda é a avidez pelos resultados, que me dizem respeito. Vejo que a ganância acaba esganando o projeto da disseminação. Eu estou investido apenas com o interesse de ser beneficiado? Não é a generosidade, em si, que está em pauta, mas a prosperidade desse general “generoso” que contribui.

Li esta ilustração que transcrevo:  “Depois do grande incêndio em Chicago, em 1871, o evangelista Moody foi a Nova York para solicitar fundos para as vítimas. Quando chegou, foi apresentado a um homem abastado, que era conhecido por ser muito generoso.

generosidade_3

Impressionado pela grande necessidade em Chicago, ele deu a Moody um cheque com uma grande soma em dinheiro. Encaminhou então o evangelista para alguns homens de negócios que também doaram grandes contribuições.

Quando o Sr. Moody estava prestes a partir, ele apertou a mão do benfeitor e fez este comentário de despedida:

– Se alguma vez for a Chicago, visite-me. Retribuirei o seu favor.

O homem respondeu:

– Sr. Moody, não espere que eu apareça. Faça isso ao primeiro homem que encontrar.

Comentando esta experiência, Moody disse:

– Nunca esqueci esta observação. Tinha o som do verdadeiro Bom Samaritano. O homem era o tipo de doador que agrada a Deus. Movido pelas necessidades dos outros, de boa vontade deu o que estava ao seu alcance para aliviar os seus sofrimentos. Ele não o fez para ganhar atenção ou para satisfazer o seu ego. Nem sequer deu esta oferta de má vontade ou por necessidade, mas sim alegremente, como ensinado em 2 Coríntios 9.7″.

A receita é ótima, mendiguinhos, e vale a pena ser generoso sem ser ambicioso. Plante, mesmo que colha pouco ou até nada, aqui.

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.

CLIQUE E CURTA A PÁGINA DO AUTOR NO FACEBOOK

quando a graça é insuficiente… (2/2)

rescuing

(continuação…) Muitos creem no monergismo da regeneração. Creem que só Deus pode dar vida ao morto em delitos e pecados. O que eles não creem, de fato, é que a vida dos salvos é a vida de Cristo. O cristianismo não se propõe em aperfeiçoar Adão ou reformar a carne. A obra de Cristo na cruz tem como alvo crucificar o velho homem e os seus feitos e, pela graça, substituir a vida adâmica pela vida da ressurreição.

Ouvi alguém argumentando que o novo nascimento era algo elementar. Não tenho dúvida, concordei. É o princípio. Mas aí, disse: precisamos evoluir. Quem vai evoluir e como? Eis a questão. É verdade que a vida cristã é: não mais eu, mas Cristo? E se for, como vamos resolver o problema da santificação? Por graça ou por mérito?

Lógico que é pela graça, mas… Lógico que o mas esvazia a graça. Não me apareça com graça complementada. Embora seja bom lembrar: a graça humilha o ser humano, sem torná-lo inoperante; por outro lado, o exalta, sem fazê-lo presunçoso de nada, uma vez que, nada que não seja gratuito será seguro para os pecadores.

Deus não negocia conosco, nem troca suas bênçãos por causa da nossa obediência. Na verdade, a obediência é uma consequência da graça de Deus, do começo ao fim. Vejamos como o apóstolo Paulo abordou o assunto da obediência.

Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

Filipenses 2:12-13. (NVI)

Fica claro aqui que a obediência é o resultado da obra de Deus na vida de Seus filhos. Não confundam o rigor acético ou o dever estoico com a obediência movida pelo amor de um filho que foi tratado, no íntimo, por este amor irrestrito do seu Pai.

Por que Jesurun vivia dando coices? Primeiro, por causa da mentalidade servil. O servo obedece por mero dever ou por medo. Neste caso obedece de má vontade e reclamando. O dever pesa e o medo assusta e o cara fica com cara de desgosto.

No reino de Deus não há obediência extraída no braço a fórceps. Além do que a igreja não é Quartel General. A obediência de filho é por amor, com óleo de alegria lubrificando as engrenagens das motivações, sem medo ou obrigação. Os filhos de Deus não obedecem por pressão, nem para impressionar quem quer que seja.

Jesurun dava coices, também, por interesses. A turma do sindicato da “fé” tem muitos direitos e briga com garra por seus prêmios. Esses sujeitos fortes ambicionam pódios e buscam os galardões a qualquer custo, sem perceber que no reino da graça tudo é patrocinado, financiado e garantido totalmente pela graça, de Alfa a Ômega.

For free

Não creio que os galardões sejam fruto do desempenho de algum morto em Cristo, mas a perfeita dependência daqueles que esperam totalmente na suficiência da graça plena, em suas vidas. Não vejo razão para premiar um defunto, mas vejo sentido no triunfo da fé que foi dada, manifestada e sustentada pela soberania de Cristo em nós.

Jesurun escoiceava porque se sentia forte. Nós também nos rebelamos em face da pretensa autonomia. Deus não necessita de ninguém, mas todos necessitam de Deus, quer admitam ou não. Se, pela graça, somos movidos a ver Cristo vivendo em nós, temos que ser esvaziados até a fraqueza total, a fim de dependermos da plena graça.

Parece estranho e é curioso; quando o povo de Deus se sente forte, pode tornar-se pior do que os malignos: Engordam, tornam-se nédios e ultrapassam até os feitos dos malignos; não defendem a causa, a causa dos órfãos, para que prospere; nem julgam o direito dos necessitados. Jeremias 5:28.

Esta palavra profética, com certeza, deve ser analisada dentro do nosso contexto. Depois de 40 anos como pastor, nesta igreja, quero expressar, aqui e agora, a minha carência profunda de quebrantamento, para mim e para a igreja como um todo.

E quero manifestar a esta comunidade amada que se encontra gorda com a mensagem do Evangelho, que a graça não lhe tem sido suficiente, pois há uma parcela significativa que vive “danada”, sempre dando coices e descontente.

Para tanto, quero, em nome do Senhor Jesus Cristo, deixar como minhas últimas palavras, neste estudo, as palavras do profeta que diz, se não houver verdadeiro arrependimento ou mudança de mentalidade:

Prata de refugo lhes chamarão, porque o SENHOR os refugou.

Jeremias 6:30.

O povo de Deus no passado foi refugado por causa de sua soberba. Bem como nós hoje, corremos o mesmo risco de sermos descartados pelas mesmas razões. E que o Senhor tenha misericórdia de todos nós. Amém.

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.

CLIQUE E CURTA A PÁGINA DO AUTOR NO FACEBOOK

quando a graça é insuficiente… (1/2)

fat

Mas, engordando-se o meu amado, deu coices; engordou-se, engrossou-se, ficou nédio e abandonou a Deus, que o fez, desprezou a Rocha da sua salvação.

Deuteronômio 32:15.

“O meu amado” é uma tradução do termo hebraica Jesurun, que significa, “correto”, no sentido de caráter ideal. E, nesse contexto, fala do povo de Israel, povo bem-amado de Elohim. O termo é usado em outras oportunidades com a mesma acepção.

Deus ama os seus amados de modo incondicional. Deus é amor e a real expressão do amor é amar. Se a essência da luz for iluminar, a do amor será amar sem um motivo que não seja o próprio ato de amor. Deus não nos ama a fim de ser Ele amado por nós, mas, porque é amor, nos ama sem qualquer razão que não seja o Seu amor.

Isto que vemos aí é mais do que a manifestação da graça comum. Como dizia Robert Louis Stevenson: “Nada existe, a não ser a graça de Deus. Andamos sobre ela; nós a respiramos; vivemos e morremos por ela; ela forma os eixos e os encaixes do universo.” Mesmo sem saber nada, a graça governa as nossas vidas em tudo.

Embora, a graça comum suporte até mesmo a vida do pecador em seus pecados, a vida dos eleitos, pela graça, não tem outro motivo, senão viver totalmente na dependência da graça plena. Porém, aqui ficamos perplexos com a rebeldia dos amados.

Como pode o amado do Amor incondicional dar coices? O que deu nesse amado para escoicear a Quem o ama sem esperar nada em troca? É espantoso!

A escolha de Israel foi por puro amor de Deus. O que estava por traz da vocação desse povo era o afeto de amor eterno. Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava. Deuteronômio 7:7-8a.

Sabe-se que o amor de Deus não é uma paixão que surge num encontro na história. Não é algo que acontece por correspondência, uma vez que Sua afeição vem bem antes da criação.

De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo:

-Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.

Jeremias 31:3.

Deus não escolhe os Seus amados porque pretenda ganhar alguma coisa com isso, mas simplesmente porque já os amava na eternidade. Amor que requer troca é comércio ou jogo de favores. Deus não negocia Seus afetos conosco.

Thomas Brooks dizia com precisão: “A única base do amor de Deus é seu próprio amor.” Ele não nos ama para que O amemos, ainda que isto seja o normal, porque nós acabamos amando a Deus movidos pelo Seu amor incondicional por nós. É Seu amor absoluto e irrestrito que nos convence, constrangendo-nos a amá-lo livremente.

Entretanto, é muito estranho o comportamento de Jesurun, dando coices. Esse amado se encontra em estado de rebeldia. E qual é a razão? A gordura. Um cavalo magro e fraco não tem forças para dar patadas. Se um animal estiver extenuado, jamais reagirá com agressividade. A astenia o deixa sem forças para se debater e atacar.

O crente carente, também, com frequência, não é indelicado. É a soberba quem patrocina essa atitude rude de pontapés. “Uma boa opinião acerca de si mesmo é a ruína de qualquer virtude”, pontuava Edward Marbury. Quando nos tornamos fortes, então, tornamo-nos recalcitrantes. Um pouco de autoestima costuma dispensar a estima do alto.

Quando nos percebemos robustos entramos em perigo espiritual. Nada é mais perigoso para a vida de fé do que a autoconfiança. O Senhor disse a Israel sobre as questões ligadas à prosperidade e ao sucesso, logo que essa boa terra fosse possuída: guarda-te, para que não esqueças o SENHOR, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. Deuteronômio 6:12. É fácil deixar o Senhor quando nos vemos senhores.

O risco de uma salvação pela graça, que não seja plena, é promover uma santificação pelos méritos. Israel, depois que entrou na terra que mana leite e mel, tornou-se nédio e ficou forte, desprezando, em seguida, à Rocha da sua salvação.

cross_on_mojave_-_nps1

As pessoas que se acham sabidas costumam rebelar-se contra a graça plena. O apóstolo já dizia: o conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica. Aqueles que supõem conhecer alguma coisa, na verdade, são ignorantes. 1Coríntios 8:1b-2.

Durante mais de 40 anos de ministério nessa igreja tenho assistido, em várias ocasiões, a este espetáculo bizarro. Vi muita gente se declarando salva pela graça tomar o caminho de uma santificação a muque. É a síndrome obesa de Israel, que ficou forte, musculoso e deu coices na plenitude da graça. Vê-se que a graça é insuficiente.

A presunção é a enfermidade da alma mais difícil de ser curada. Como o morto pode ressuscitar? É claro que não pode. Mas, depois de ter recebido a vida, ele é capaz de se desenvolver. Porém, quem vai evoluir na vida cristã? Esta é a pergunta que não pode ficar sem resposta. O que é vida cristã? Sou eu ou é Cristo vivendo em mim? (continua nesta sexta-feira pela manhã)

Do velho mendigo do vale estreito,

Glenio.

CLIQUE E CURTA A PÁGINA DO AUTOR NO FACEBOOK