série do PECADO – o pecado dos pecados 7 (parte um)

PECADO 19

O PECADO DOS PECADOS VII

(parte um)

.

Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz

não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado.

Romanos 14:23.

 Temos trabalho aqui nesta série de estudos com a acepção do pecado apresentada por Jesus, que o define como a incredulidade em relação à sua pessoa. (João 16:9). Para Jesus, pecado é não crer nele, logo, a libertação do pecado é viver pela fé nele.

O apóstolo Paulo alegou que tudo o que não provém de fé é pecado. Portanto, tudo o que procede da fé, com certeza, não é o pecado. Ele também disse que a fé surge quando se ouve a palavra de Cristo. A fé está ligada à pessoa de Cristo, pois ele é o seu autor e consumador. Todos nós nascemos neste mundo onde a realidade é tridimensional e encontra-se contaminado pelo pecado, ateus ou incrédulos no que diz respeito a Cristo Jesus como o Salvador e Senhor do ser humano.

Alexandre MacLaren referiu-se ao tema, assim: “a fé é a visão do olho interior”. Fé (do grego: pistia e do latim: fides) é a firme convicção da verdade, sem a menor necessidade ou evidência de qualquer prova, simplesmente pela irrestrita confiança que se deposita na pessoa que disse a verdade. Ainda que a fé não seja ilógica ou absurda, ela transcende os limites da lógica humana ao se firmar nos preceitos da imutabilidade do Absoluto.

p1010867a

A ciência precisa da sustentação dos fatos, a fim de dar sustentação aos fatos. Algo só é cientifico se for provado, comprovado e confirmado. Uma teoria não é ciência, ainda que tenha nexo em suas alegações. A fé não é uma teoria, nem uma comprovação de fatos, embora a sua convicção seja inabalável. Enquanto a ciência labora suas demonstrações no terreno físico, a fé elabora sua convicção num plano metafísico. Isto não significa que a fé seja menos real do que a ciência.

A realidade visível deste mundo é constituída primariamente por uma realidade imaterial e invisível. A matéria palpável é formada de átomos, que não podem ser vistos, nem mesmo com os mais potentes microscópios. Talvez, cientificamente, possamos dizer o mesmo que a Bíblia diz, teologicamente:

Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus,

de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.

Hebreus 11:3.

Os cientistas descobriram através das leis matemáticas, físicas e químicas que o átomo é formado por um núcleo de carga elétrica positiva, em torno do qual se movimentam partículas minúsculas e invisíveis de massa negativamente eletrizadas: os elétrons. No núcleo há dois tipos de partículas: prótons, que são eletricamente positivos, e nêutrons, que não têm carga elétrica.

Esta é uma teoria da física quântica comprovada pelo poder da fissura e desintegração atômicas, mas o átomo em sua estrutura nuclear não é, de modo algum, visível. Parece que, neste caso, a ciência e a fé se apoiam numa realidade invisível similar. O poder da anti-matéria é espantoso tanto para a física como para a teologia. A energia invisível do átomo ou o poder imaterial e espiritual da palavra de Deus encontram-se por trás da realidade visível da criação.

A questão básica é que no âmbito da fé não se carece de prova, enquanto a ciência subsiste sempre duvidando, em busca de uma prova. A fé é a ousadia da alma em avistar além do que é possível enxergar, porque distingue com clareza a invisibilidade do poder de Deus.

Para o crente, Cristo é o autor e o consumador da fé. O Cristo espiritual ou imaterial vivendo no Jesus histórico é a sustentação improvável da fé consistente. Assim como não podemos ver a estrutura das partículas atômicas, mas podemos constatar o poder atômico de uma bomba nuclear, assim, também, não podemos demonstrar tangivelmente o autor da fé, embora não possamos negar os seus efeitos práticos na vida dos que creem.

A ênfase, nestes estudos, se baseia no pecado como sendo a incredulidade diante da palavra, da pessoa e da obra de Cristo Jesus. Pecado é não crer em Jesus como o Cristo. É o ceticismo diante de Javé Elohim em sua manifestação humana. É a descrença no Messias encarnado no Jesus de Nazaré. Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado. João 15:22. Depois da corporificarão de Cristo, a humanidade perdeu a condição de explicar o seu ateísmo em virtude da imaterialidade divina. Deus se tornou concreto.

Nele que nos salva de si, por si e para si,

o velho mendigo do vale estreito, Glenio.

PÁGINA NO FACEBOOK

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s