série do PECADO – o pecado dos pecados 3

PECADO 11

O PECADO DOS PECADOS III

(parte hum)

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No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele,

e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

João 1:29.

As Escrituras descrevem que o pecado entrou no mundo através de um homem. Penetrou na raça humana por meio da incredulidade de Adão diante da palavra de Javé Elohim. Contudo, no mesmo instante em que João Batista viu Jesus, teve a revelação de que se encontrava diante daquele que veio como o Cordeiro de Deus, a fim de tirar o pecado do mundo.

Já vimos em estudos precedentes, que o pecado é antes de tudo a descrença perante a palavra de Javé Elohim. A transgressão da ordem Divina só foi possível porque Adão não creu na ordem que lhe fora dada. O ato de desobediência foi antecedido por uma atitude de incredulidade.

Ressaltamos, também, que Jesus definiu o pecado como sendo ausência de confiança em sua pessoa. Para Jesus o pecado é não crer nele. (João 16:9). Entendo que esta é a definição mais ajustada de pecado que temos na Bíblia. Primeiro, porque esta acepção dimana daquele que fez o ser humano. Segundo, porque as outras se explicam por meio desta.

A incredulidade subjetiva envolvendo a pessoa e a palavra de Javé Elohim é a causa objetiva da iniquidade, da transgressão ou desobediência, da rebeldia, da omissão, bem como de todas as atitudes e de todos os atos pecaminosos de um ser finito e presumivelmente autônomo. Como afirmou Stephen Charnock, “a incredulidade foi o primeiro pecado, e o orgulho, seu primogênito”.

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Ora, se a descrença ante a palavra de Javé Elohim é o pecado dos pecados, então a fé em Jesus e sua obra, fé essa, produzida através da palavra viva de Aba, apregoada pela graça no poder do Espírito Santo é a salvação do pecado e o triunfo sobre os pecados na vida dos filhos de Deus.

Quando Javé Elohim se encarnou no Jesus histórico ficamos diante da dimensão humana da Divindade e diante do mistério inexplicável da fé, onde Deus e o Homem convivem reunidos numa mesma pessoa. Deste modo, assim como Adão teve a chance de crer na palavra de Javé Elohim diante daquela árvore, nós também a temos na presença da pessoa e obras de Jesus.

Certa ocasião, quando Jesus explicava o problema da incredulidade e rebeldia do mundo contra ele, disse algo muito interessante em relação aos seus feitos:

Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai.

João 15:24.

Qual a afinidade entre as obras que Jesus realizou e a existência do pecado? Como é que os judeus contemporâneos de Jesus não creram em Jesus diante dos seus feitos inigualáveis?

A obra que Jesus realizou entre eles ninguém conseguiu realizar antes dele. Nem Moisés, nem Elias, nem qualquer dos profetas fizeram algo parecido com o que Jesus fez no meio do seu povo, mas, mesmo assim, eles não creram nele. Se Jesus não tivesse feito o que fez, eles não teriam o problema com a incredulidade, mas agora não havia desculpa. Deus estava entre eles realizando feitos notáveis, contudo não puderam crer ou não quiseram crer.

A fé é um assunto ligado unicamente à pessoa de Javé Elohim, seus atos e a sua palavra. Fé não é um sentimento, nem uma explicação lógica. Apesar da fé não ser ilógica, nem irracional, ela transcende à compreensão humana, ultrapassando todas as evidências dos sentidos.

Há três tipos de gente no mundo: os caçadores de sinais, os pesquisadores alucinados e ensoberbecidos, e os crentes. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. 1 Coríntios 1:21-24.

Jesus fez sinais inéditos na presença da sua raça encachaçada por prodígios. Os judeus viram estes portentos incomuns, mas ao invés de crerem em Jesus, eles passaram a odiá-lo, além de odiarem a seu Pai. Eles não conseguiam enxergar além das evidências, pois viviam no pecado. Neste sentido, viver no pecado é conviver com a incredulidade. O perímetro do pecado é o ateísmo prático, o ceticismo birrento, a dúvida pirrônica e a descrença soberba.

(continua…)

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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2 comentários sobre “série do PECADO – o pecado dos pecados 3

  1. É verdade, a incredulidade é o pecado dos pecados,a incredulidade, não deixa a pessoa enxergar Cristo na sua palavra. Os designos de Deus é realmente um mistério.Devemos orar e pedir ao pai que clareia nossa visão para que cada vez mais,possamos enxergar Cristo na sua palavra de uma maneira clara sem as manchas do pecado podendo assim podermos dar glória a ele com sinceridade e inteiresa de coração. Graça e paz!

  2. La verdad, es impresionante como en este tiempo, el pecado de incredulidad se manifiesta disfrazado de muchas maneras, las “iglesias” entre comillas predican un seudo evangelio, basado en la prosperidad y ellos que tienen picason de oir esas cosas siguen detras de un falso evangelio.

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