série do PECADO – o pecado dos pecados 5 (parte dois)

PECADO 16

O PECADO DOS PECADOS V

(parte dois)

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(continuação…) A Bíblia mostra que a fé decorre de escutar a voz de Cristo. E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. Romanos 10:17. Mas como um morto espiritual pode ouvir a realidade imaterial e inaudível da voz de Cristo, se primeiro não for vivificado?

Tudo começa com a pregação do evangelho. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Marcos 16:15. Ora, se o ser humano encontra-se morto espiritualmente, só o milagre da vivificação em Cristo poderá capacitá-lo a ouvir e crer. Desde que a fé vem somente pelo ouvir a pregação de Cristo, é só a pregação de Cristo crucificado e ressurreto, bem como a nossa crucificação com ele, que garante também a nossa regeneração juntamente com ele.

Cristo Jesus é o único Salvador da humanidade. Ele foi o único que morreu e ressuscitou para nos incluir em sua morte e ressurreição. Por outro lado, ele é o Autor e o Consumador da fé. Somente ele pode salvar o pecador. Apenas ele pode dar vida espiritual e fé para alguém crer nele.

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé;

e isto não vem de vós; é dom de Deus.

Efésios 2:8.

A graça significa dádiva imerecida. Então, o que não vem de nós e é dom de Deus? Neste texto é a fé. O pecado dos pecados é a incredulidade referente à pessoa de Javé Elohim. (Gênesis 2:16-17). Foi a descrença de Adão que motivou a sua transgressão voluntária. A desobediência é uma sequela do ceticismo humano em face à ordem de Javé, e a obediência é o efeito da fé doada por Jesus através da pregação do evangelho. Não obedecemos para crer, mas cremos para obedecer.

Temos visto aqui que a religião é o ser humano tentando alcançar o seu deus por seus próprios esforços, enquanto o evangelho é Deus alcançando a humanidade pela graça através da pessoa e obra de Jesus Cristo. Segundo a definição de Jesus, o pecado é não crer nele, logo a salvação do pecado tem que ser rigorosamente crer nele de todo o coração. Foi assim que Paulo confrontou o carcereiro na cidade de Filipos, num momento de sua crise existencial: Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. Atos 16:31.

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Agora precisamos considerar um ponto importante neste versículo. O apóstolo não falou: crê em Jesus, mas crê no Senhor Jesus. Ele aqui está se referindo a Javé Elohim, o Senhor Deus. Essa menção é simplesmente fundamental, pois a origem do pecado está relacionada à descrença na pessoa do Senhor Deus. Depois que o homem pecou Deus deixou de ser o seu Senhor.

A questão da salvação do pecado envolve o senhorio de Deus. Cristo é Deus encarnado no Jesus humano. Cristo Jesus é Deus-Homem no caminho da cruz. Ele é o Salvador que veio assumir o pecado dos pecadores e morrer a morte dos condenados pelo pecado. Mas depois de três dias ele ressuscitou dos mortos, tornando-se o Senhor dos senhores.

Os judeus achavam que Jesus era tão somente um dos profetas ou um rabi qualquer. Jesus não foi visto por eles como o Cristo, o Messias de Deus. Ele foi crucificado como um usurpador do trono de Davi, contudo a ressurreição o coloca num pedestal superior ao do rei dos judeus. Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Atos 2:36.

O senhorio soberano de Jesus é comprovado pela sua ressurreição. Cristo Jesus é Deus justificando os pecadores na cruz. Jesus Cristo é o Homem que salva como Senhor a todos os que nele creem, através de sua ressurreição dentre os mortos. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. Romanos 14:9. O homem Jesus crucificado é o Cristo eterno que morreu para ser o Senhor na ressurreição. O Deus-Homem é o servo sofredor nos redimindo. O Homem-Deus é o Senhor nos salvando do pecado.

Crer em Jesus Cristo como o Senhor é o triunfo eterno sobre o pecado dos pecados. Hugh C. Burr foi preciso: “Jesus não pode ser nosso Salvador, a não ser que seja primeiramente nosso Senhor”. Crer no Senhor Jesus é confiar apenas no Homem ressuscitado como o Deus Salvador.

O pecado dos pecados é não crer de todo o coração em Jesus como o Senhor absoluto de nossas vidas. Agostinho dizia que “não dá nenhum valor a Cristo quem não lhe dá valor acima de tudo e de todos como seu único Senhor”. Assim como o Senhor Jesus Cristo é a semente pela qual o crente nasce, ele é a raiz que sustenta o santo e o caule que o faz crescer em santidade. Aleluia!

Abraços e até a semana que vem!

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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série do PECADO – o pecado dos pecados 5 (parte um)

PECADO 15

O PECADO DOS PECADOS V

(parte um)

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Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado;

e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

Tiago 1:15.

A origem do pecado é o desejo da criatura de ser o Criador. Todo ser pessoal é dotado de inteligência, emoções e vontade. O Criador, descrito como Elohim, é o coletivo triúno da unicidade divina que não tem causa. Se a Trindade, ou seja, o Deus Criador fosse criado, ela não poderia ser o Criador, e sim, uma criatura. Quem tem uma ascendência só pode ser um descendente. Se Deus tivesse sido criado ele seria uma criatura e quem o criara seria o Criador.

Elohim é o único Criador de tudo, e todos os seres pessoais são suas criaturas. Ao sermos criados como pessoas, fomos criados com inteligência, emoções e vontade. Vimos em estudos prévios, que a criatura não pode ser o Criador, mas pode desejar ser o Criador. Aqui reside o xis da questão: a ambição em ser o que é impossível se tornar. A criatura nunca poderá ser o Criador.

Todavia, a criatura, desejando ser o que jamais será possível, arma-se da incredulidade a fim de rebelar-se contra a palavra de Javé Elohim. Como eu, a criatura, não posso ser o que eu quero ser, isto é, o Criador, então, eu me insurjo à sua vontade. A rebeldia é fruto da descrença.

O pecado é um estado de inconformidade da criatura diante do Criador. Mas, para que isto vá avante é preciso desconectar-se do Criador, em descrença íntima. A transgressão só será possível se a dúvida da criatura promover o ateísmo subjetivo. Concebem a malícia e dão à luz a iniqüidade, pois o seu coração só prepara enganos. Jó 15:35.

Temos analisado aqui, nesta série, o pecado dos pecados, que segundo Jesus o pecado é não crer nele. A incredulidade em relação à pessoa de Javé Elohim é a causa da desobediência. Antes do ato infrator eu preciso desenvolver uma atitude de ceticismo para com Javé ou Jesus, a fim de validar a minha contravenção. Quando eu não creio nele fico livre para violar as ordens dele.

Nietsche matou Deus com o objetivo de desenvolver a sua filosofia arrogante do super-homem. Só a negação de Deus ou o seu assassinato idealizado podem permitir uma vida libertina e imoral. A teomania, isto é, a demência em ser como Deus é, de fato, a base de lançamento da idolatria humanista. Se Deus existir realmente, então eu terei que prestar contas dos meus atos a ele, e, neste caso, para os soberbos é melhor negá-lo do que ter que enfrentá-lo.

gott ist tot

A reação natural do ser humano é o ateísmo. Por causa do pecado original todos nós nascemos incrédulos ou incapazes de crer na realidade espiritual. Com a morte do espírito, devida ao pecado, a humanidade ficou destituída da aptidão de compreender os fatos imateriais. Entretanto, há uma necessidade racional de explicar a ordem do cosmos, e, em razão disto, o ser humano acabou desenvolvendo os sistemas religiosos dentro dos limites de sua mente.

A religião é uma iniciativa humana na tentativa de governar os mistérios inexplicáveis. O ser humano teomaníaco arrisca controlar e explicar o transcendente. Mas, diante de sua incapacidade de elucidar a realidade espiritual, sua alternativa é criar uma religião nos limites de sua mentalidade ou negar a perspectiva de existir o mundo espiritual.

Todos nós viemos ao mundo incrédulos. Nenhum bebê nasce crendo em Deus. Envolvemo-nos na matéria sem qualquer aptidão para crer na realidade espiritual, sendo dirigidos apenas pelas leis da física. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 1 Coríntios 2:14.

A raça adâmica ficou morta na esfera espiritual, por isso, encontra-se incapaz de distinguir as coisas espirituais. Neste caso, as pessoas naturalmente ou permanecem incrédulas, atéias, ou elas inventam uma religião, na qual o seu deus é feito à imagem e semelhança da realidade material.

As crenças religiosas são aprendidas. Assim como ensinamos a estrutura de uma língua e os métodos matemáticos para uma criança, também ensinamos as tradições religiosas. Muitos “cristãos” foram forjados na escola dominical sem a menor experiência de fé em Cristo Jesus. Eles acreditam, mas não crêem. Têm assentimento mental, embora eles não confiem de todo o coração.

Uma coisa é dar crédito a Jesus Cristo, outra, bem diferente, é depender inteiramente dele. Acreditar é um ato natural baseado em evidências. Crer em Cristo é um dom sobrenatural garantido aos eleitos de Deus vivificados pela pregação do evangelho. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. 1 Coríntios 1:21. Assim como no caso de Lázaro no sepulcro, assim o evangelho é pregado ao morto espiritual, a fim de vivificá-lo com fé na palavra que lhe foi pregada. (continua quarta-feira…)

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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série do PECADO – o pecado dos pecados 4 (parte dois)

PECADO 14

O PECADO DOS PECADOS IV

(parte dois)

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(continuação) …Contar o exército é um pecado mais grave do que matar e adulterar? Os dois são seriíssimos, mas confiar na sua tropa é muitíssimo mais sério do que não confiar no Senhor. O pecado da incredulidade leva aos pecados de rebeldia e transgressão. A questão em jogo aqui no levantamento deste censo é: em quem Davi estava confiando?

O pecado dos pecados é, com certeza, a incerteza de um coração cético diante da palavra de Deus. Descrer em Javé Elohim gera separação de Deus Pai. Viver descrente em Cristo é viver no pecado ou morto espiritualmente.

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

Romanos 5:12.

Vimos, em outro estudo, que o justo viverá pela fé. Sabemos que Cristo é a Vida que veio a fim de nos dar vida e vida plena. Ora, se o pecado gera a morte espiritual, Cristo nos dá a vida abundante, e, deste modo, a vitória sobre o pecado é a fé em Cristo.

O pecado de impiedade ou o descrédito da palavra de Deus determinou o afastamento do ser humano da presença do Senhor. Esta autonomia é denominada de morte, pois separa a criatura do Criador. Por isso, o Criador, querendo reconciliar o incrédulo com ele mesmo, teve que assumir as conseqüências do pecado. A morte de Cristo para o pecado em favor do pecador é o preço do pecado pago pelo Criador por sua redenção.

Cristo morreu em favor do descrente, daquele que se encontra morto espiritualmente em delitos e pecados, a fim de reconduzi-lo à comunhão com o Pai pela fé doada por Cristo. Ambrósio dizia: “se você continuar incrédulo até sua morte física, então Cristo não terá morrido por você”. A isso adito: se você vier a crer em Cristo com fé dada por Cristo no milagre da revelação do Espírito Santo, sem dúvida você é um eleito do Pai.

Aba nos elegeu como seus filhos em Cristo antes da fundação do mundo. Depois da queda proveu a nossa vivificação em Cristo pelo anúncio da palavra revelada pelo Espírito, quando estávamos mortos no pecado. Assim, o Pai nos deu vida eterna em Cristo, ao fazê-lo morrer a nossa morte para o pecado e ressuscitá-lo para a nossa regeneração.

Cristo Jesus, o Deus-Homem, é a nossa salvação do pecado de ateísmo prático e, ao mesmo tempo é Autor e Consumador de nossa fé. O pecado é não crer em Cristo Jesus. A salvação do pecado é crer somente em Jesus Cristo. Desembaraçar do pecado é olhar para Jesus que nos dá vida eterna na sua ressurreição e fé para crermos nele como o nosso libertador do pecado. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados. Atos 10:43.

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Todos os que creem na pessoa e obra de Cristo Jesus recebem a vivificação espiritual mediante a proclamação da palavra de Deus, revelada pelo Espírito Santo. Todos que foram vivificados pela palavra receberam a fé que vem por Cristo para poderem crer na pessoa de Cristo. Pois, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. Gálatas 3:23.

Nós estávamos mortos no pecado. Nós éramos incrédulos por índole. Não havia possibilidade de crermos em Cristo se ele não produzisse vida espiritual em nós e não nos desse de sua fé para crermos que o Jesus histórico era o Emanuel, isto é, Deus conosco.

O pecado é não crer em Jesus como o Cristo. A salvação do pecado é crer de todo o coração que Jesus é o Cristo que morreu para o pecado, fazendo-nos morrer juntamente com ele, dando-nos a vida eterna em sua ressurreição, bem como a fé em sua pessoa, a fim de crermos nele, arrependendo-nos do nosso pecado.

Quando Filipe pregava o evangelho ao ministro do tesouro da rainha Candace, da Etiópia, chegaram a um lugar em que havia bastante água. Então, ele perguntou a Filipe o que o impedia de ser batizado.Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Atos 8:37.

A fé concedida por Cristo é a antítese do pecado. O pecado é não crer em Cristo, logo, a salvação do pecado só poderá ocorrer através da fé legítima de Cristo dada por Cristo ao incrédulo pecador. O Pai nunca mudou sua prática da salvação. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. Gálatas 3:8.

Na pregação da palavra de Cristo, os mortos espirituais, eleitos em Cristo desde a fundação do mundo, ouvem a palavra do evangelho que os vivifica pela ressurreição de Cristo e os capacita a crer em Cristo, arrependendo-se de sua autoconfiança, a fim de viver crendo na suficiência da pessoa de Cristo. Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11:36.

Até semana que vem!

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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série do PECADO – o pecado dos pecados 4 (parte um)

PECADO 13

O PECADO DOS PECADOS IV

(parte um)

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Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para

os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza.

Zacarias 13:1.

Já vimos, anteriormente, que o pecado, do ponto de vista de Jesus, é não crer nele. A incredulidade relacionada à pessoa de Cristo Jesus é de fato a muralha que nos separa de Deus, distanciando-nos dEle. Toda a humanidade encontra-se apartada de Aba e não existe nenhuma ponte que nos ligue a Ele, senão o Filho. Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. João 14:6.

O que separa o ser humano de Deus Pai é o pecado. O que o aproxima dEle é a fé na pessoa de Cristo Jesus. Todos nós viemos ao mundo, incrédulos. Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras. Salmos 58:3. Por índole somos ímpios congênitos ou apartados de Deus pela descrença inata.

A raça adâmica é atéia por natureza. Do céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Salmos 53:2. Não existe interesse no ser humano espontaneamente por Deus. Somos todos descrentes instintivos.

Nenhuma criança surge neste mundo crendo na pessoa de Deus. A fé em Deus não é um atributo essencial da espécie humana. Nós nascemos com a capacidade para experimentar apenas a realidade fenomenológica. Aprendemos mediante fatos relacionados com os nossos sentidos diante destes dados fenomenais. Porém, não somos dotados de uma aptidão natural correspondente à fé natural.

O cepticismo é o aparte mais freqüente do pecado. Não crer em Deus é automático a qualquer pessoa. Crer é algo sobrenatural, pois a fé transcende à física. Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que se não vêem. Hebreus 11:1.

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O terreno da confiança é a espera convicta da realidade espiritual não sensória, uma vez que uma esperança concreta ou manifesta é um contra-senso à fé que se apóia na pessoa de Cristo. Como todos nós nascemos agnósticos em relação ao Deus invisível, todos nós somos incapazes de crer nos fatos que ultrapassam a realidade material. Se virmos algo, não creremos. Se viermos a crer, não precisaremos ver.

O sujeito da fé tem que ser rigorosamente visível, embora o objeto da sua fé seja inteiramente invisível. A coisa objetiva ou concreta isenta o exercício da fé. Logo, aquele que crê não necessita de nenhuma evidência, pois se houver alguma evidência não haverá a menor necessidade de fé. Onde houver constatação do fato, se constatará a falta de fé.

A fé se baseará sempre na palavra audível do Deus absconditus, quando Ele falar ao coração do ouvinte que escuta, a fim de levá-lo a não confiar em seus próprios sentidos, mas confiar no sentido sobre-humano da sua divina palavra encarnada, Cristo Jesus. E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. Romanos 10:17.

Nunca haverá fé se não houver a vivificação da palavra do Deus invisível por trás do ato de confiança do crente. O pecado nos matou espiritualmente. Somos incrédulos por constituição. Todos nós nascemos mortos para Deus. Ninguém consegue crer em Deus se primeiro não for vivificado no espírito por meio da palavra de Deus.

A história da humanidade é uma descrição do pecado de ateísmo. A Serpente levou Adão a descrer na palavra de Javé Elohim, por meio do engano de Eva. Ela foi iludida, mas Adão agiu por descrença semelhante à moda diabólica. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. 1 João 3:8.

A principal obra do inferno é a descrença. O que separa qualquer pessoa de Deus é não crer na pessoa de Cristo Jesus. 

Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.

Hebreus 3:12-13.

O que afasta um sujeito de Deus é o pecado. Estamos examinando o tema em que o pecado é não crer na pessoa de Javé Elohim ou, não crer no Senhor Jesus Cristo como Salvador. Os demônios até crêem que há um só Deus e tremem diante deste fato, mas não crêem em Cristo como o Redentor. Assim, eles jazem no pecado, como todas aquelas pessoas que não receberam a Cristo em suas vidas, como único Salvador e Senhor.

Quero continuar insistindo com este assunto do pecado como sendo ausência de fé relacionada com Javé Elohim. Faço aqui um paralelo entre dois episódios de pecados na vida de Davi. O primeiro, quando cometeu adultério com Berseba, assassinando depois o seu marido:Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. Disse Natã a Davi: Também o SENHOR te perdoou o teu pecado; não morrerás. 2 Samuel 12:13.

Esta foi uma transgressão grave, mas Davi, em outra ocasião, achou muito mais grave um pecado que normalmente não entendemos que seja tão grave. Quando Davi mandou fazer o recenseamento do seu exército, ele percebeu que havia cometido um pecado muito sério:Sentiu Davi bater-lhe o coração, depois de haver recenseado o povo, e disse ao SENHOR: Muito pequei no que fiz; porém, agora, ó SENHOR, peço-te que perdoes a iniquidade do teu servo; porque procedi mui loucamente. 2 Samuel 24:10.

(continua sexta-feira)

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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série do PECADO – o pecado dos pecados 3

PECADO 12

O PECADO DOS PECADOS III

(parte dois)

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O apóstolo Paulo falando das questões relacionadas às dietas desaprovadas por alguns e consagradas por outros, sustenta que a fé é uma medida particular de certeza, ligada à revelação de Deus para cada um, individualmente. A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova. Romanos 14:22. A fé está sempre vinculada à pessoa e palavra de Javé Elohim, por isso, não existe fé desconectada de Cristo Jesus.

Deste modo, o apóstolo conclui categoricamente expondo o que é o pecado do seu ponto de vista, ao demonstrar o papel da dúvida diante da certeza espiritual. Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado. Romanos 14:23. Para ele o pecado é a infidelidade ou não viver pela fé na palavra de Deus.

Um dos profetas menores ofereceu ao povo judeu um dos maiores conceitos da legitimidade daquele que de fato é justo. Esta mesma consideração foi reiterada três vezes no Novo Testamento, reforçando a idéia da verdadeira realidade espiritual. Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé. Habacuque 2:4. Para alguém ser justo é preciso ser justificado.

Viver com Jesus é andar por fé crendo em sua pessoa e em sua palavra. Viver sem Jesus, por conta própria, é viver no pecado. O soberbo anda sozinho achando que é deus. O pecado é a arrogância de uma vida independente de Javé Elohim. É uma carreira solitária, sem comunhão dependente de Jesus. É uma obstinada passeata do humanismo na estrada pedagiada para o inferno.

Uma criança, explanando à mãe o que aconteceu com Enoque, depois do seu aparente sequestro, disse que ele andou tanto com Deus e por tanto tempo, que Deus achou melhor levá-lo para sua casa, ao invés de deixá-lo voltar. A versão bíblica apresenta esta narração: Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. Hebreus 11:5.

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Desagradar a Deus é viver no pecado. Agradar a Deus é andar por fé. Ainda assim, como disse Charles Hodge, “não há mérito em crer. Trata-se apenas do ato de receber um favor oferecido”. Viver pela fé é andar na contramão do pecado, fora da fronteira do humanismo asfixiador e destituído de qualquer merecimento, ainda que suprido, suportado e sustentado pela suficiência da graça incondicional de Javé.Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. Romanos 1:17.

Ora, se o justo for aquele que vive pela fé doada por Jesus, a fim de fazê-lo crer em Jesus, isto é, confiar exclusivamente na palavra de Jesus que o justificou perfeitamente, o injusto, por sua vez, será aquele que jaz em seu pecado de incredulidade perante a vida de Jesus. Permanecer no pecado é viver num estado de descrença em relação à pessoa e obra de Jesus, e, neste caso, o justo que vive pela fé em Jesus, não continuará vivendo no pecado.

O soberbo é um autônomo, andando por conta própria em descrença permanente, enquanto o justo, justificado pela fé em Jesus, dependente da palavra do Senhor, viverá pelo crédito que o Senhor lhe concede em sua palavra. A Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem. Gálatas 3:22.

A vida no pecado é uma biografia desconectada da fé na suficiência da pessoa de Cristo Jesus. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, além do que, é o Autor e o Consumador da fé. Como pode aquele que tira o pecado do mundo, gerando fé nos filhos de Deus, permitir que os filhos de Deus crentes em sua pessoa vivam no pecado de incredulidade em relação a ele?

O escritor da carta aos Hebreus, no capítulo onze, apresentou uma galeria enorme de personagens que viveram pela fé. Em seguida ele faz uma declaração curiosa:

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

Hebreus 12:1-2.

Aqui, vemos algo conveniente, convincente e compatível com a salvação de Deus. O desembaraço da carga pesada da religião e o desemaranhamento do pecado dos pecados são possíveis quando, com desenvoltura, mas sustentados pela graça, corremos a maratona rumo à nova Jerusalém, olhando fixa e atentamente em Jesus, autor, aperfeiçoador e finalizador de nossa vida de fé. Amém.

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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série do PECADO – o pecado dos pecados 3

PECADO 11

O PECADO DOS PECADOS III

(parte hum)

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No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele,

e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

João 1:29.

As Escrituras descrevem que o pecado entrou no mundo através de um homem. Penetrou na raça humana por meio da incredulidade de Adão diante da palavra de Javé Elohim. Contudo, no mesmo instante em que João Batista viu Jesus, teve a revelação de que se encontrava diante daquele que veio como o Cordeiro de Deus, a fim de tirar o pecado do mundo.

Já vimos em estudos precedentes, que o pecado é antes de tudo a descrença perante a palavra de Javé Elohim. A transgressão da ordem Divina só foi possível porque Adão não creu na ordem que lhe fora dada. O ato de desobediência foi antecedido por uma atitude de incredulidade.

Ressaltamos, também, que Jesus definiu o pecado como sendo ausência de confiança em sua pessoa. Para Jesus o pecado é não crer nele. (João 16:9). Entendo que esta é a definição mais ajustada de pecado que temos na Bíblia. Primeiro, porque esta acepção dimana daquele que fez o ser humano. Segundo, porque as outras se explicam por meio desta.

A incredulidade subjetiva envolvendo a pessoa e a palavra de Javé Elohim é a causa objetiva da iniquidade, da transgressão ou desobediência, da rebeldia, da omissão, bem como de todas as atitudes e de todos os atos pecaminosos de um ser finito e presumivelmente autônomo. Como afirmou Stephen Charnock, “a incredulidade foi o primeiro pecado, e o orgulho, seu primogênito”.

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Ora, se a descrença ante a palavra de Javé Elohim é o pecado dos pecados, então a fé em Jesus e sua obra, fé essa, produzida através da palavra viva de Aba, apregoada pela graça no poder do Espírito Santo é a salvação do pecado e o triunfo sobre os pecados na vida dos filhos de Deus.

Quando Javé Elohim se encarnou no Jesus histórico ficamos diante da dimensão humana da Divindade e diante do mistério inexplicável da fé, onde Deus e o Homem convivem reunidos numa mesma pessoa. Deste modo, assim como Adão teve a chance de crer na palavra de Javé Elohim diante daquela árvore, nós também a temos na presença da pessoa e obras de Jesus.

Certa ocasião, quando Jesus explicava o problema da incredulidade e rebeldia do mundo contra ele, disse algo muito interessante em relação aos seus feitos:

Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai.

João 15:24.

Qual a afinidade entre as obras que Jesus realizou e a existência do pecado? Como é que os judeus contemporâneos de Jesus não creram em Jesus diante dos seus feitos inigualáveis?

A obra que Jesus realizou entre eles ninguém conseguiu realizar antes dele. Nem Moisés, nem Elias, nem qualquer dos profetas fizeram algo parecido com o que Jesus fez no meio do seu povo, mas, mesmo assim, eles não creram nele. Se Jesus não tivesse feito o que fez, eles não teriam o problema com a incredulidade, mas agora não havia desculpa. Deus estava entre eles realizando feitos notáveis, contudo não puderam crer ou não quiseram crer.

A fé é um assunto ligado unicamente à pessoa de Javé Elohim, seus atos e a sua palavra. Fé não é um sentimento, nem uma explicação lógica. Apesar da fé não ser ilógica, nem irracional, ela transcende à compreensão humana, ultrapassando todas as evidências dos sentidos.

Há três tipos de gente no mundo: os caçadores de sinais, os pesquisadores alucinados e ensoberbecidos, e os crentes. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. 1 Coríntios 1:21-24.

Jesus fez sinais inéditos na presença da sua raça encachaçada por prodígios. Os judeus viram estes portentos incomuns, mas ao invés de crerem em Jesus, eles passaram a odiá-lo, além de odiarem a seu Pai. Eles não conseguiam enxergar além das evidências, pois viviam no pecado. Neste sentido, viver no pecado é conviver com a incredulidade. O perímetro do pecado é o ateísmo prático, o ceticismo birrento, a dúvida pirrônica e a descrença soberba.

(continua…)

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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série do PECADO – o pecado dos pecados 2

PECADO  10

O PECADO DOS PECADOS II

(parte dois)

O pecador é um agnóstico ranzinza em relação à palavra de Deus e um ateu contumaz no que diz respeito a Cristo Jesus. Nenhuma pessoa poderá crer em Cristo corporificado em Jesus, se primeiro não for vivificada pela pregação da palavra de Deus. A minha alma está apegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra. Salmos 119:25. A vivificação pela palavra antecede qualquer reação do defunto espiritual.

A salvação do pecador começa com a pregação do pregador convicto de que Cristo Jesus crucificado e ressurreto é a única mensagem de vivificação dos mortos no pecado. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação. 1 Coríntios 1:21.

O ser humano, morto em delitos e pecados, não será capaz de crer em Cristo Jesus como Salvador, se antes não for vivificado pelo poder do Espírito Santo, através da mensagem enfática sobre a pessoa e obra de Cristo Jesus crucificado e ressurreto. Ele é o Salvador do pecado e, portanto, o autor e consumador da fé. Desde que o pecado seja não crer em Jesus, a salvação do pecado será somente pela fé, ao crermos que Jesus é o Cristo.

Todos nós nascemos em pecado, completamente incrédulos, sem quaisquer condições de crermos em Cristo Jesus como uma realidade espiritual. Nosso entendimento é tridimensional, por isso, a nossa razão requer fenômenos para podermos compreender os fatos lógicos. Tomé foi um verdadeiro cientista diante da realidade da ressurreição de Jesus:

Se eu não vir em suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo,

e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.

João 20:25

Nada que seja espiritual pode ser atingido por simples racionabilidade humana. O objeto da fé não é sensível, logo ela é conflitante com nosso bom senso. Apesar dela não ser irracional, seu objeto de confiança está além dos limites naturais da racionalidade. Crer em Cristo Jesus é sair da jurisdição da descrença e entrar no estado da certeza por fé.

A fé é um dom de Cristo e ninguém poderá ir a Cristo se não for trazido e ensinado primeiro pelo Pai de modo particular. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim. João 6:45. A palavra instrutiva do Pai precede a reação decisória daquele que foi vivificado pela pregação do evangelho de Cristo Jesus crucificado.

Antes de irmos a Cristo, pela fé, somos vivificados por meio da palavra do evangelho pregada no poder Espírito Santo e revelada através da sabedoria de Deus. O Pai nos ensina a respeito do seu Filho, e, por uma razão, além da razão, todos os ateístas iluminados pelo Espírito da verdade respondem ao chamado que foi feito antes da fundação do mundo, crendo em Jesus e se arrependendo de sua vida no pecado de incredulidade.

A libertação do pecado é a alforria, pela fé, através de Jesus. Crer que Jesus de Nazaré é o Cristo de Deus é o milagre da nossa redenção do pecado. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. Atos 4:12. Por que não há outro nome?

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Jesus é o Autor da fé e o único Salvador do pecado. Como Deus-Homem nos concede a fé para que, pela fé em sua palavra, possamos crer que é a encarnação de Deus assumindo o pecado da incredulidade humana, a fim de nos libertar da tirania das evidências na concreção da realidade espiritual. Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado. João 15:22.

A mente humana tem agora um grande problema: como crer em Deus na terceira dimensão? Como explicar a realidade espiritual da Divindade num corpo de homem? Se Javé Elohim falou com Adão da realidade espiritual para a realidade material, e ele desacreditou de sua palavra, tornando-se um morto para os lances espirituais, como poderá a humanidade crer agora que a matéria possa conter a manifestação plena da Divindade?

O Deus Criador, absoluto e infinito, encarnado na criatura relativa, finita e dependente é a maior incoerência para os alcances da razão limitada pelas evidências, embora seja a plenitude para a sustentabilidade da confiança inabalável da fé. Se o pecado for a incredulidade relacionada à pessoa de Jesus, a salvação do pecado é a certeza de que Jesus Cristo, o Filho de Deus em carne, é a nossa vida espiritual e eterna.

Veja como Jesus explica a visão da fé. E quem me vê a mim vê aquele que me enviou. João 12:45. Jesus é a fotografia revelada do Pai. Ele é a materialização da realidade espiritual e a manufatura visível da invisibilidade da fé. A salvação do pecado é a confiança irrestrita em Jesus, o Filho de Deus, a origem da fé e o único que nos capacita a crer nele mesmo e viver pela fé em sua pessoa.

Aquele que crê, mediante a revelação da palavra de Deus através do Espírito Santo, que o Jesus histórico é o Cristo eterno, passou do estado pecaminoso de descrença natural, onde quer sempre ter o controle da sua vida sob controle, para o reino esclarecido da visibilidade espiritual pela fé na palavra, no qual Cristo governa todas as suas decisões. Assim, a fé é a visão espiritual em antítese ao pecado e a via da certeza em que Cristo controla a sua vida por inteiro. Amém.

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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série do PECADO – o pecado dos pecados 2

PECADO 09

O PECADO DOS PECADOS II

(parte um)

De outra feita, lhes falou, dizendo: Vou retirar-me, e vós me procurareis,

mas perecereis no vosso pecado; para onde eu vou, vós não podeis ir.

João 8:21.

Vamos caminhar um pouquinho mais na tentativa da definição do pecado como o agente dos pecados. No primeiro esboço, na apresentação deste tema, vimos que Jesus conceitua o pecado como a incredulidade do ser humano em relação à sua pessoa. Ele disse claramente que o Espírito Santo, quando viesse, persuadiria o mundo do pecado, da justiça e do juízo e, esclareceu: do pecado, porque não creem em mim. João 16:9.

Para Jesus o pecado é a descrença em sua pessoa e o assunto é antiqüíssimo. O primeiro pecado, na verdade, estava ligado à pessoa de Javé Elohim. O Criador do universo é denominado na Escritura de Elohim, nome que expressa uma pluralidade ou a Congregação Soberana da Trindade, a Coletividade eterna da Unidade Divina.

Um dos membros deste Conselho é Javé Elohim, o Formador do ser humano e o Deus da redenção. Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. Gênesis 2:7. A tradução, Senhor Deus, vem da expressão hebraica Javé Elohim, destacando a identidade da segunda pessoa da Trindade ou o Verbo eternal, o Filho eterno de Deus Pai.

Javé Elohim formou o homem do pó da terra e o colocou no Jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo, dando-lhe esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:16-17.

Adão ouviu a palavra de Javé Elohim quando Eva ainda não tinha sido concebida. A Bíblia não diz que Javé Elohim tenha falado com Eva antes do pecado. Tudo o que ela sabia sobre a ordem divina parece vir do marido e não de Javé Elohim, pois há alguns equívocos em sua noção sobre o assunto. E agora? Estas informações imprecisas seriam idéias próprias dela ou uma comunicação confusa proporcionada pelo marido?

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Na conversa com a cobra, Eva não sabia quem havia dado a ordem, pois mencionou o nome de Elohim, ao invés de Javé Elohim. Ao se referir à árvore proibida fez menção daquela que está no meio do jardim, a árvore da vida. Adicionou conceitos novos, garantindo que não era para tocar no fruto. Passou o sujeito que recebeu a ordem, do singular para o plural e, omitiu da citação uma palavra chave (livremente).

A Bíblia, além disso, assegura que há uma teia ardilosa neste episódio, ao descrever: Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. 1 Timóteo 2:14. Tudo faz crer que o engano teve como embasamento a falta de exatidão da mulher em relação à ordem divina, além da persuasão da serpente, é claro. Mas, se Eva não se encontrava devidamente esclarecida sobre o assunto, sendo ludibriada pela serpente, quem foi o responsável pelas informações que obteve?

Adão não foi iludido. Ele sabia muito bem o que Javé Elohim havia dito, mesmo assim ele transgrediu a ordem. Acredito que esta desobediência vem antecedida de uma sutileza de incredulidade à palavra de Javé Elohim. Se ele tivesse crido de fato na pessoa de Javé Elohim e na sua palavra, com certeza não teria desobedecido.

Ora, se Adão não foi iludido, temos que concluir que a sua transgressão foi voluntária e por incredulidade, enquanto a de Eva foi por engano. Ela foi tapeada e todos nós corremos os mesmos riscos, quando não damos crédito à exatidão da palavra de Deus.

Notemos como o apóstolo Paulo trata este tema terrível com agudeza mostrando que, assim como Eva foi trapaceada, nós também podemos ser.

Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.

2 Coríntios 11:3.

Vimos, no estudo anterior, que a fé é um produto do ouvido atento à palavra do Senhor Deus. Ela não é propriamente uma visão de Deus, mas a escuta precisa e meditativa de sua voz, no escuro. A ciência cogita em demonstrar as evidências dos fatos, enquanto o fato da fé é crer na palavra de Deus, sem necessidade de quaisquer evidências.

Javé Elohim fez o homem com a condição de crer na sua palavra. Adão foi o único homem com livre-arbítrio, uma vez que ele era dotado da capacidade de crer na palavra de Deus, bem como de não crer. Ora, se crer na palavra de Deus é o propósito Divino para o ser humano andar com ele, então, não crer é a essência do pecado.

Alguns teólogos sérios dão esta descrição ao caso do pecado no Éden. Adão decaiu de seu estado de retidão original (status integritatis)– em que lhe era possível pecar ou não pecar (posse pecare aut posse non pecare) – e assim se tornara morto em pecado e inteiramente corrompido em todas as suas faculdades (status corruptionis) – em que não lhe era mais possível não pecar (non posse non pecare).

Ora, se Jesus está correto ao definir o pecado como sendo não crer nele, então Adão pecou quando não creu na palavra de Javé Elohim, com isso toda a sua descendência se tornou incrédula por natureza, e assim ninguém pode crer nele, sem um milagre Divino em sua vida. Uma vez que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus,Romanos 3:23, só algo sobre-humano pode levar alguém a crer em Jesus como o Filho de Deus. Crer que Jesus é o Cristo, sem dúvida, é o milagre da libertação do pecado.

O ser humano que permanece no pecado é aquele que vive continuamente descrendo da palavra de Deus e descrente na pessoa de Cristo Jesus. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus. João 8:47. O homem no pecado está morto espiritualmente, sendo incapaz de ouvir a voz de Jesus. Ele primeiro precisa ser vivificado pelo Espírito através da pregação da palavra de Deus.

Se o pecado é não crer em Jesus, sendo incredulidade radical à sua pessoa, então, todo aquele que vive no pecado, vive na condição de não posso não pecar (non posse non pecare), isto é, não posso ser senão incrédulo. Todos nós nascemos neste mundo descrentes por natureza e rebeldes à pessoa e obra de Jesus Cristo. Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes? João 8:46.

(continua quarta-feira)

O velho mendigo do vale estreito, Glenio.

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