GOTAS DE GENEROSIDADE XII

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Ouvi de uma dama da elite: “tem assaltantes no meio gospel atacando-nos. Muitos líderes se aproximam de nós, que temos recursos, para nos extorquir”. E eu concordei. Há uma turma por aí usando a Bíblia como se fosse arma de alto calibre apontada para a cabeça da pobre vítima, sacando o que poder, em nome de Deus. Discorda? Prove o contrário.

Esse crime é antigo. Os profetas já denunciaram há muitos séculos: Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. Ezequiel 34:3. Os negócios da “fé” fervem no mundo da trapaça, enquanto levam os ingênuos à escravatura do medo. Muitos são enganados com a lábia dos larápios da religião e caem no mesmo golpe das velhas indulgências ou dos carnês recentes, cheios de promessas fantasiosas.

A questão é séria e seria bom analisarmos alguns aspectos deste problema. Como já foi dito em outra Migalha, Deus não precisa de dinheiro, mas nós precisamos ser tratados no quesito da generosidade. A árvore frutífera, sem frutos, deve ser arrancada. Uma vida que não se doa ou não dá nada a ninguém é uma biografia mofada de ganância, que precisa de um tratamento especial para não perecer sufocada pelos cuidados deste mundo.

A bênção do SENHOR enriquece, e, com ela, Ele não traz desgosto. Prov. 10:22. E aí! Quem foi abençoado pela graça plena, não pode sonegar aos carentes e aos projetos da Verdade algumas gotas das muitas que lhe foram dadas pela generosidade do Pai. Se eu for agraciado com a fartura de cima, nunca posso olvidar os menos favorecidos aqui em baixo. Dizia Peter Marshal, “A medida da vida não é a sua duração, mas a sua doação.”

A existência dos aproveitadores da boa fé, jamais poderá limitar a bênção da frutificação no Reino de Deus. Sou um abençoado para abençoar, para isso, careço de discernimento para o assunto. Não gostaria que os maus exemplos impedissem o meu bom prazer em ser um dos instrumentos magnânimos, num mundo onde a rede da malícia prevalece.

Essa é uma desculpa esfarrapada que já ouvi. – Não contribuo com a Igreja porque há um bando de bandidos assaltando dos púlpitos, empunhando a Bíblia. Ora, se isto é verdade, é também verdade que há um grupo de alcançados pela graça alcançando uma multidão de falidos espirituais e carentes de toda sorte, com a generosidade de quem não admite permanecer paralítico por causa do mau testemunho desses 171 da religião.

Alguém já disse: “a Multidão é um monstro que tem a soma de tudo dos homens, menos o discernimento”. Abba, não te peço o conhecimento dos filósofos, mas o discernimento dos sábios, para que eu não venha tornar-me imobilizado pela inércia, filha dos equívocos.

Como Mendigos da graça somos ainda aspirantes ao posto de lava-pés, contribuindo com esmolas liberais, a fim de financiar, com alegria, os projetos que têm o selo da Cruz sob o discernimento do Espírito.

No amor do Amado, o velho mendigo do vale estreito, Glenio.

2 comentários sobre “GOTAS DE GENEROSIDADE XII

  1. Senhor, dá-me sabedoria e discernimento para abençoar outros sem ser enganado pelos “larápios da fé”…

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